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Depoimento da mãe de auditor preso de Ribeirão Pires é adiado sem nova data pelo MP-SP

Ministério Público de São Paulo remarca oitiva de Kimio Mizukami, ligada à Smart Tax, mas não informa previsão; investigação apura esquema que teria movimentado R$ 1 bilhão em propinas

21/08/2025 | 18:52
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Fachada da residência e empresa em Ribeirão Pires (FOTO: Denis Maciel/DGABC)
 Fachada da residência e empresa em Ribeirão Pires (FOTO: Denis Maciel/DGABC) Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra


O MP-SP (Ministério Público de São Paulo) adiou, sem nova data, o depoimento de Kimio Mizukami, mãe do auditor fiscal de Ribeirão Pires Artur Gomes da Silva Neto. A oitiva estava marcada para quarta-feira (20), às 14h, mas, segundo a Promotoria, foi postergada e ainda não há previsão para a remarcação. Uma investigação apura esquema envolvendo o servidor, que teria movimentado R$ 1 bilhão em propinas.

Mizukami é apontada na investigação como sócia formal da Smart Tax, empresa suspeita de ser usada para lavagem de dinheiro. O caso integra a Operação Ícaro, que apura um suposto esquema de venda de benefícios fiscais a grandes companhias mediante pagamentos disfarçados de consultorias.

Segundo o MP, Artur era o “cérebro” do esquema para conceder benefícios fiscais indevidos a grandes empresas, como Ultrafarma e Fast Shop, em troca de pagamentos disfarçados de consultoria. 

DGABC

A investigação começou após o MP constatar evolução patrimonial “absolutamente incompatível” da Smart Tax. Os promotores indicam que a sede da empresa localizada em Ribeirão Pires é um endereço de fachada, sem capacidade real para prestar serviços de assessoria tributária.

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EXONERAÇÃO

A Secretaria da Fazenda do Estado confirmou a exoneração do auditor fiscal. A saída do cargo, a pedido de Artur, foi formalizada por portaria publicada no Diário Oficial do Estado, após o servidor já estar afastado das funções por ordem judicial.

O auditor havia solicitado o desligamento definitivo do cargo no início da semana. Apesar da exoneração a pedido ter sido atendida, ele continua sujeito a um processo administrativo disciplinar instaurado pela Corregedoria da Fazenda. Dependendo do desfecho desse procedimento, a exoneração pode ser convertida em demissão – com consequências adicionais, como a vedação de reintegração ao serviço público –, além de outras penalidades.




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