Cultura & Lazer Titulo Santo André

Municipal recebe desta quinta-feira a sábado ‘O Bem-Amado’, de Dias Gomes

A montagem promete reflexões sobre os bastidores do poder, enquanto arrecada fundos para as iniciativas sociais da Feasa

21/08/2025 | 08:38
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FOTO: Eduardo Merlino/PMSA
FOTO: Eduardo Merlino/PMSA Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra


O Teatro Municipal Maestro Flavio Florence, em Santo André, recebe nos dias 21, 22 e 23 de agosto (quinta, sexta e sábado) o espetáculo O Bem-Amado, uma sátira política atemporal de Dias Gomes (1922-1999). A montagem promete reflexões sobre os bastidores do poder, enquanto arrecada fundos para as iniciativas sociais da Feasa (Federação das Entidades Assistenciais de Santo André).

A peça é apresentada pelo Grupo Teatral Feasa. Com sessões de quinta a sábado, das 20h às 21h30, o espetáculo tem classificação etária de 12 anos. Os ingressos estão disponíveis por R$ 40 (inteira) e R$ 20 (meia-entrada) e podem ser adquiridos na bilheteria do teatro antes do espetáculo ou diretamente com a Feasa pelo telefone (11) 4436-7477, em horário comercial. O Teatro Municipal fica na Praça IV Centenário, s/n, no Centro.

Desde 1990, a parceria entre o Teatro Municipal e a Feasa tem democratizado o acesso à cultura em Santo André, unindo artistas experientes e amadores voluntários em produções teatrais de alto nível. O Bem-Amado, sob a direção de César Gustus, é a 24ª edição dessa iniciativa que, a cada ano, amplia sua plateia e reforça a sinergia entre arte e responsabilidade social.

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A trama de Dias Gomes transporta o público para Sucupira, uma cidade fictícia que muitos consideram uma metáfora do Brasil, com seu protagonista, Odorico Paraguaçu, interpretando uma hilária caricatura do político brasileiro. 

A peça explora a busca incessante por popularidade e influência, centrada na promessa da construção de um cemitério para a cidade. Contudo, após a obra ser finalizada, a ausência de óbitos em Sucupira impede sua inauguração, gerando uma série de situações cômicas e bizarras, onde Odorico se desdobra para resolver o inusitado problema. A obra é uma crítica ácida à política, à corrupção e à desenfreada busca por poder, revelando com humor os mecanismos de manipulação. 

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