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Paralisação do Avengers enfraquece futebol americano do Grande ABC

Equipe de São Bernardo suspendeu as atividades por dificuldades financeiras; Mauá mantém a modalidade viva com o Vikings Berserker

Ryan Leme
Especial para o Diário
18/08/2025 | 08:28
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FOTO: Reprodução/Instagram Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra


Por seis anos, o São Bernardo Avengers foi o principal representante do futebol americano no Grande ABC. Campeã invicta da Série Ouro no Estadual de 2022, vice-campeã do Torneio PicSix de 2018 e única representante da região a chegar aos play-offs do Nacional, a equipe transformou a paixão em resultados expressivos em esporte que ainda luta por espaço no Brasil. Este ano, porém, as atividades foram suspensas por tempo indeterminado, por consequência da ausência de incentivos e recursos para manter a estrutura mínima necessária. “Hoje, a equipe praticamente não existe mais. Sem jogos, sem estrutura, todos os atletas migraram para outras equipes”, lamenta o presidente do time, Diego Quirino. 

O Avengers, que chegou a reunir média de 500 torcedores em partidas regulares e lotou o Estádio do Baetão, em São Bernardo, com cerca de 2.000 pessoas em uma final da SPFL (São Paulo Football League) em 2022, sobreviveu por anos, de acordo com Quirino, com base em organização, patrocínios pontuais e incentivos que, segundo ele, foram fundamentais para viabilizar treinos, transporte e participação em competições.

O presidente ainda conta que manter um time de futebol americano no Brasil não é tarefa simples, e que somando custos com campeonatos, inscrições de atletas, equipamentos e demais despesas básicas, o gasto anual de uma equipe em atividade gira entre R$ 30 mil e R$ 40 mil.

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E para se manter como um atleta de futebol americano no País, o retorno financeiro também precisa ficar em segundo plano. “Noventa por cento dos jogadores pagam para jogar. Há, sim, uma pequena parcela que recebe remuneração, mas a maioria esmagadora dos praticantes faz isso porque ama o esporte”, explica Quirino.

Mesmo com as tentativas de popularização da NFL (Liga Norte-americana) no Brasil, como a realização de partidas do campeonato em estádios brasileiros, como a Neo Química Arena em 2024, e a recente confirmação de que o flag football – versão reduzida e sem contato – fará parte da próxima Olimpíada, o cenário nacional ainda tem uma evolução lenta. Segundo o dirigente, a unificação recente entre a CBFA (Confederação Brasileira de Futebol Americano) (CBFA) e a antiga liga BFA (Brasil Futebol Americano) pode ser um passo importante para ampliar a competitividade da modalidade. “Para alcançar mais público, é preciso investimento e pessoas que acreditem. Falta divulgação, falta incentivo e alguém que enxergue o potencial do futebol americano no Brasil”, afirma.

Com pouca ajuda local e à procura de novos patrocínios, no entanto, o futuro do Avengers permanece em aberto. “Se tivéssemos algum incentivo, poderíamos voltar a competir”, projeta Quirino. Enquanto isso, os capacetes, ombreiras e troféus do time seguem guardados, à espera do dia em que o grito de guerra ecoará novamente nos gramados do Baetão, ou de outro gramado pelo Grande ABC.

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MAUÁ

O Grande ABC mantém viva a presença do futebol americano por meio do Vikings Berserker, equipe de Mauá que atualmente disputa a terceira divisão da Superliga Nacional 2025, competição organizada de forma regionalizada na primeira fase. O time fez sua estreia ontem, frente ao Lizards-SP, com derrota por 44 a 0, e representa, no momento, a única formação da região em atividade, após a pausa nas operações do São Bernardo Avengers.




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