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Sidney Oliveira e diretor da Fast Shop vão para prisão domiciliar

A libertação ocorreu porque o MP-SP não apresentou pedido para estender as prisões temporárias; auditor de Ribeirão Pires segue preso

15/08/2025 | 18:50
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Atualizada às 19:52

O empresário Sidney Oliveira, proprietário da rede de farmácias Ultrafarma, e Mário Otávio Gomes, diretor estatutário do grupo Fast Shop, foram liberados da prisão nesta sexta-feira (15), após pagamento de fiança de R$ 25 milhões, e seguem em prisão domiciliar. 

Eles estavam presos desde a deflagração da Operação Ícaro, conduzida pelo MP-SP (Ministério Público de São Paulo), que investiga um possível esquema bilionário de pagamento de propinas e concessão irregular de créditos de ICMS. Por outro lado, o auditor fiscal Artur Gomes da Silva Neto, de Ribeirão Pires, seguirá preso sob custódia por pelo menos cinco dias. 

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A libertação ocorreu porque o MP-SP não apresentou pedido para estender as prisões temporárias. 

Segundo o MP, Artur era o “cérebro” do esquema para conceder benefícios fiscais indevidos a grandes empresas, como Ultrafarma e Fast Shop, em troca de pagamentos disfarçados de consultoria, o que teria gerado arrecadação de R$ 1 bilhão em propina. A investigação começou após o MP constatar evolução patrimonial “absolutamente incompatível” da Smart Tax. Os promotores indicam que a sede da empresa localizada em Ribeirão Pires é um endereço de fachada, sem capacidade real para prestar serviços de assessoria tributária.

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DEPOIMENTO

O  Ministério Público de São Paulo confirmou que ouvirá a mãe do auditor fiscal de Ribeirão Pires. Segundo a investigação, Kimio Mizukami é apontada como sócia formal da empresa Smart Tax, utilizada para lavar o dinheiro recebido. O órgão marcou o depoimento para quarta-feira (20), às 14h.

A equipe do Diário esteve no endereço da empresa nesta semana, no Centro de Ribeirão Pires, onde supostamente funcionava o esquema, mas ninguém atendeu para prestar esclarecimentos. Além dos três presos, o MP confirmou a apreensão do empresário Celso de Araújo e do auditor fiscal Marcelo Gouvieia, que também seguem detidos. As investigações seguem em conjunto com a Secretaria da Fazenda.

(Colaborou Gabriel Rosalin)




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