Diligências Operação Ícaro também prendeu o dono da Ultrafarma, Sidney Oliveira, e o diretor da Fast Shop, Mário Otávio Gomes
Fachada da residência e empresa em Ribeirão Pires (FOTO: Denis Maciel/DGABC)

O auditor da Diretoria de Fiscalização da Fazenda estadual e morador de Ribeirão Pires, Artur Gomes da Silva Neto, foi preso nesta terça-feira (12) por liderar um esquema de corrupção que teria arrecadado R$ 1 bilhão em propinas desde 2021. Além dele, o dono da Ultrafarma, Sidney Oliveira, e o diretor estatutário da Fast Shop, Mário Otávio Gomes, também foram detidos na Operação Ícaro.
De acordo com a apuração do Ministério Público, o fiscal manipulava processos administrativos para facilitar a quitação de créditos tributários de empresas. Em contrapartida, recebia pagamentos mensais de propina por meio da empresa de auditoria tributária Smart Tax, registrada em nome da mãe de Artur e com endereço em Ribeirão Pires.
A investigação começou após o MP constatar evolução patrimonial “absolutamente incompatível” da firma. Os promotores indicam que o local é um endereço de fachada, sem capacidade real para prestar serviços de assessoria tributária.
"Nós conseguimos detectar e comprovar que houve o pagamento de valores ilícitos para funcionários públicos, que por sua vez facilitaram a obtenção de favores fiscais para essas empresas", afirmou o promotor do caso, Roberto Bodini.
A equipe do Diário esteve no endereço da empresa, no Centro de Ribeirão Pires, onde supostamente funcionava o esquema, mas ninguém atendeu para prestar esclarecimentos. Além dos três presos, o MP confirmou a apreensão do empresário Celso de Araújo e do auditor fiscal Marcelo Gouvieia. As investigações seguem em conjunto com a Secretaria da Fazenda.
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