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Região vai investir R$ 21 mil por aluno na rede municipal em 2025

Sete cidades planejam destinar R$ 3,88 bilhões de suas receitas orçamentárias para custear a estrutura educacional oferecida a 184.021 estudantes

Bruno Coelho
12/08/2025 | 08:08
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FOTO: Celso Luiz/DGABC
FOTO: Celso Luiz/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra


Com uma rede composta por 596 unidades municipais de ensino nas sete cidades, entre escolas públicas e conveniadas, o Grande ABC tem uma projeção de investimentos direcionados de R$ 21.085 no setor educacional por aluno no ano letivo de 2025. Ao todo, as administrações propõem orçamentos de R$ 3,88 bilhões para bancar toda a estrutura essencial para o aprendizado de 184.021 estudantes matriculados, perante receitas totais de R$ 20,2 bilhões para o atual exercício.

Os números do Grande ABC superam os nacionais. Levantamento do Todos Pela Educação concluiu que o Brasil destinou, em média, cerca de R$ 12.500 por aluno matriculado na educação básica, conforme dados de 2023. Por outro lado, o cenário da região também impõe desafios para atrelar volume de investimento à eficiência ao aprendizado – nenhuma das sete cidades está no top 50 do Ideb (Índice de Desenvolvimento da Educação Básica) de 2023, última estatística divulgada pelo governo federal.

Segundo o consultor da Fundação de Apoio à Tecnologia em Gestão e Políticas Públicas voltadas ao Ensino, Francisco Borges, o quadro na região possibilita analisar além do fator financeiro, ao discutir também os indicadores de provas nas escolas públicas e privadas. “O resultado seria entre 30% e 40% mais baixo na rede pública. Na minha leitura, o recurso financeiro nunca faltou para municípios que têm PIB (Produto Interno Bruto) alto, com setores comerciais e industriais importantes, mas o que falta realmente é uma prática de ensino estruturada para melhorar o desempenho dos alunos”, analisou.

DGABC

Com indicadores de aprendizados superiores às médias nacionais para disciplinas como Língua Portuguesa e Matemática, São Caetano lidera com tranquilidade as cifras para estruturas de ensino, tecnologia, professores e toda mão de obra direcionada para o atendimento aos 19.642 alunos das 68 unidades da rede municipal. O governo prevê, para 2025, R$ 582 milhões de despesas para a Secretaria de Educação, investimento de R$ 29.634,73 por estudante. 

De acordo com a Prefeitura de Mauá, os 16.029 crianças e adolescentes matriculados nas creches e escolas municipais têm calculados investimentos de R$ 22.013,72, em meio a uma previsão de despesa de R$ 351,8 milhões na Pasta de Educação. Por sua vez, Santo André admitiu que a previsão de receita direcionada ao segmento neste ano será de até R$ 918,8 milhões – abaixo dos R$ 934,7 milhões estimados no Orçamento 2025 –, resultando em direcionamento de R$ 21.913,07 para cada um dos 41,9 mil alunos das 120 unidades de ensino.

Diadema também teve uma redução drástica na estimativa de receitas direcionadas para cobrir as despesas na Educação, caindo de R$ 593,8 milhões citados no Orçamento 2024, para uma execução avaliada cerca de R$ 473,8 milhões. Logo, cada um dos 26,4 mil estudantes têm investimentos de R$ 17.929,46 neste ano letivo. Já o valor dividido por matrícula em São Bernardo é de R$ 19.340,93, enquanto em Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra os montantes são de R$ 19.210,44 e R$ 21.910,41, respectivamente. 

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IDEB

Cidade líder do Ideb 2023, Santana do Mundaú, a 105km de Maceió, no Estado de Alagoas, perto da divisa dom Pernambuco, tem pouco mais de 11 mil habitantes. Para o exercício 2024, por exemplo, o Orçamento previu cerca de R$ 34 milhões para a Pasta de Educação aos 1.679 alunos do ensino fundamental. Por criança e adolescente na rede municipal, o valor investido foi de aproximadamente R$ 20 mil por estudante.




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