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Monitoramento facial avança em Santo André e São Bernardo

Cidades anunciam compra de câmeras de vigilância e afirmam que estão prontas para compartilhamento de dados com o Estado

Bruno Coelho
01/08/2025 | 08:01
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FOTO: Denis Maciel/DGABC
FOTO: Denis Maciel/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra


 Após São Caetano sair na frente com o Smart Sanca, Santo André e São Bernardo afirmam que estão próximas de agilizar a implementação da tecnologia de reconhecimento facial junto ao programa Muralha Paulista, do governo do Estado de São Paulo. Ambos os municípios, sob tutelas dos prefeitos Gilvan Ferreira (PSDB) e Marcelo Lima (Podemos), respectivamente, anunciaram ampliação das redes de videomonitoramento e esperam alcançar o novo patamar na área de segurança pública ainda em 2025.

Durante as atividades de celebração dos 472 anos neste mês, Marcelo Lima espera chegar à marca de 1.000 câmeras de monitoramento, visando acelerar a implementação da tecnologia de reconhecimento facial. De acordo com o prefeito, um novo sistema de vigilância será entregue no dia 12 deste mês, juntamente com armamentos carabinas .40 aos agentes da GCM (Guarda Civil Municipal), a oito dias do aniversário da cidade.

Atualmente, São Bernardo conta com uma rede de 405 câmeras de monitoramento e prevê a instalação de outros 350 aparelhos de vigilância, ao custo de aproximadamente R$ 2 milhões, segundo o governo. Entretanto, em coletiva de imprensa sobre o calendário de inaugurações e eventos no mês, Marcelo Lima afirmou que o número chegará a quatro dígitos, embora evite falar de detalhes, a fim de guardar a “surpresa” para o dia 12.

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Segundo informações da Prefeitura de São Bernardo, etapas preliminares a fim de iniciar os testes visando ao funcionamento do novo sistema de vigilância foram superadas. O município já manifestou interesse ao governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) e teria comprovado ter estrutura capaz de compartilhar dados junto ao governo estadual, após avaliação técnica. Restaria, conforme interlocutores do Paço, fixar o passo seguinte para testes ao lado de agentes da Secretaria de Segurança do Estado.

“Está faltando afinar os dados em uma última etapa, no total de cinco, para aderir ao Muralha Paulista. Então, estamos nessa etapa final para fazer a adesão completa e o nosso secretário de Segurança (Urbana, Major Arley) Topalian já está formatando a minuta do edital para colocar nas ruas. Aí sim, teremos tecnologia mais avançada para reconhecimento facial, somada a novas viaturas, e mais agentes, homens e mulheres da GCM, nas ruas”, disse o prefeito.

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Enquanto isso, Santo André também corre para adquirir, ao COI (Centro de Operações Integradas), uma rede ampla para identificação de suspeitos. A repartição já concentra 800 câmeras e tem no horizonte a compra de novos equipamentos. No fim de junho, o secretário de Segurança Pública do Estado, Guilherme Derrite (Progressistas), assegurou, ao lado de Gilvan, que a cidade é prioridade para ser a próxima no Grande ABC a contar com o novo software interligado ao Muralha Paulista.

“Estamos avançando na ampliação do nosso sistema de videomonitoramento com a contratação de novas câmeras, fortalecendo cada vez mais a segurança. Também temos mantido um diálogo constante com o governo do Estado e o secretário Derrite para viabilizar o acesso ao cadastro de procurados da Justiça, o que permitirá a ativação do reconhecimento facial em Santo André. Temos boas perspectivas para os próximos meses”, garantiu Gilvan Ferreira.

Impulsionadas pela grande vitrine do Smart Sampa em São Paulo, diversas cidades paulistas buscam contar com o mesmo sistema integrado. Entretanto, chegar ao monitoramento facial vai muito além de apenas adquirir novas câmeras. Em São Caetano, por exemplo, foi necessária a compra de equipamentos com alto nível de nitidez, que precisam estar em uma altura específica, a fim de que o zoom seja capaz de identificar o suspeito, além de fibra óptica com alta velocidade para transmissão de dados. 

Saindo do Grande ABC, Praia Grande, no litoral paulista, é outro exemplo, com mais de 2 mil câmeras distribuídas na cidade. Em fevereiro deste ano, 84 aparelhos de monitoramento dotados de tecnologia para reconhecimento facial passaram por testes, interligados à rede estadual, ampliando o acesso a informações como mandados de prisão de indivíduos procurados pela Justiça. Outro ponto essencial é a qualificação profissional de servidores públicos para saber lidar com as novas ferramentas. 

Na região, Diadema, sob tutela do prefeito Taka Yamauchi (MDB), também manifestou interesse em alcançar esse novo patamar para a segurança da população. Já Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra seguem sem previsão de adesão ao sistema.




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