Política Titulo Vice-prefeita de São Bernardo

Jessica diz que policial é humano e sujeito a falhas

Sargento afirma que letalidade das forças de segurança deve ser analisada caso a caso

31/07/2025 | 08:27
Compartilhar notícia
FOTO: Denis Maciel/DGABC
FOTO: Denis Maciel/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra


 A vice-prefeita de São Bernardo, Jessica Cormick (Avante), sargento reformada da PM (Polícia Militar), afirmou durante participação no podcast Política em Cena, do Diário, que é fundamental analisar caso a caso ao se discutir a letalidade policial. Segundo a vice-prefeita, tanto o episódio ocorrido em Mauá – em que um policial militar atirou contra um motorista durante uma discussão de trânsito – quanto outras ocorrências registradas na região, em que a reação foi motivada por situações de roubo, devem ser tratados como casos específicos.

“São situações peculiares, mas acredito que com o crescimento da população e, consequentemente, da criminalidade, aumentam também as ações da polícia. O policial é um ser humano e, por isso, ocorrerão falhas. As 12 horas de serviço em que o policial militar tem de ficar atento para o enfrentamento de uma situação são muito cansativas. Aí se tem também a questão da remuneração e, às vezes, algum problema familiar em casa, o policial fica saturado e, qualquer coisa que aconteça, explode. Por isso, são situações peculiares”, pontuou. 

Jessica afirmou que também faz parte da estatística de um PM de folga que vitimou um civil. Ao ter sua residência invadida por bandidos em 2015, a sargento se viu obrigada a reagir. 

DGABC

“Invadiram a minha casa, o pai da minha filha foi baleado e tive de agir para conter aquela agressão. Eu seria a estatística. Um policial de folga, que acabou vitimando um civil, mesmo sendo naquela situação um bandido que invadiu minha casa não só para me roubar, mas para matar a minha família. Meu marido quase morreu. Ficou internado na UTI. São fatalidades, mas quando se trata de você enfrentar uma situação de roubo, é muito complicado”, disse. 

A sargento destacou ainda que a tropa é especializada e treinada, mas é natural que alguns não suportem 100% a carga de trabalho intenso e a tensão do dia a dia. 

Segundo a vice-prefeita, as duas décadas que atuou na PM lhe trouxeram experiências que hoje aplica na gestão de São Bernardo. “Trouxe o olhar mais operacional. De dar o acolhimento ao profissional e abrir o diálogo, porque era algo que eu não tinha na polícia. Ter trabalhado nas ruas também faz com que eu enxergue como conseguimos trabalhar para a população. Como ela quer o patrulhamento e o que espera (do poder público). Nossa gestão é muito preocupada com a segurança pública. Até porque, se não fosse por isso, eu não estaria aqui”, pontuou. 

A entrevista completa está disponível nos canais digitais do Diário.

LEIA TAMBÉM:

Em agosto, São Bernardo ganha Praça da Cidadania e novo Viaduto Estaiado




Comentários

Atenção! Os comentários do site são via Facebook. Lembre-se de que o comentário é de inteira responsabilidade do autor e não expressa a opinião do jornal. Comentários que violem a lei, a moral e os bons costumes ou violem direitos de terceiros poderão ser denunciados pelos usuários e sua conta poderá ser banida.


;