Setecidades Titulo Saúde

Equipe do Hospital da Mulher em São Bernardo cria órtese personalizada para bebê prematura

Caso de Lívia emociona profissionais que acompanham sua evolução desde o nascimento

Ana Freitas
Especial para o Diário
22/07/2025 | 13:39
Compartilhar notícia
FOTO: Divulgação/PMSBC
FOTO: Divulgação/PMSBC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra


A equipe multidisciplinar do Hospital da Mulher de São Bernardo desenvolveu uma órtese personalizada para possibilitar que a pequena Lívia Agostinho de Melo ficasse em pé pela primeira vez. O momento, considerado um marco no desenvolvimento da criança, foi celebrado com emoção por pais e profissionais da unidade.

Lívia nasceu na própria maternidade com apenas 25 semanas de gestação, pesando 850 gramas. Desde então, permanece internada sob cuidados contínuos. Hoje, com 1 ano e 6 meses de vida, enfrenta desafios como atraso no desenvolvimento neuropsicomotor, além de depender de traqueostomia  tubo inserido no pescoço para ajudar na respiração  e gastrostomia, que permite a alimentação diretamente pelo estômago.

A iniciativa da órtese partiu das equipes de Fisioterapia e Terapia Ocupacional do hospital, com o objetivo de ampliar os estímulos motores e proporcionar mais qualidade de vida à menina. O dispositivo foi desenvolvido sob medida, respeitando as limitações físicas da criança, mas permitindo avanços significativos em sua autonomia funcional.

DGABC

LEIA TAMBÉM:

Hospital da Mulher de São Bernardo ganha ala reformada com 22 novos leitos

“O simples ato de ficar em pé é um marco no desenvolvimento infantil. Ele favorece a formação adequada do quadril, melhora o tônus muscular, estimula os sistemas respiratório, digestivo e urinário e, principalmente, proporciona uma nova perspectiva visual e social do ambiente, fundamental para o desenvolvimento cognitivo e emocional”, destacou Vivian Taciana Simioni Santana, coordenadora das equipes de Fisioterapia e Terapia Ocupacional.

Segundo a terapeuta ocupacional Rafaela Souza Marques, a órtese abre caminho para que Lívia explore o brincar de novas formas. “Já vemos resultados como o aumento do controle de tronco, maior apoio nas mãozinhas e o gesto espontâneo de alcançar objetos”, afirmou.

A fisioterapeuta Bruna Ezequiel Gaspara ressaltou a importância da participação dos pais no processo terapêutico. “O cuidado diário é compartilhado com os pais, que acompanham cada evolução de perto, participando ativamente das conquistas da filha”, afirmou.

Os pais de Lívia, Patrícia Ferreira Melo e Adilio Agostinho Bezerra, são surdos. Para garantir uma comunicação efetiva com os profissionais, eles contam com apoio de intérpretes e do aplicativo SBC em Libras, que facilita a troca de informações com a equipe de saúde.




Comentários

Atenção! Os comentários do site são via Facebook. Lembre-se de que o comentário é de inteira responsabilidade do autor e não expressa a opinião do jornal. Comentários que violem a lei, a moral e os bons costumes ou violem direitos de terceiros poderão ser denunciados pelos usuários e sua conta poderá ser banida.


;