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Ele morreu porque queria ser livre, diz irmão de jovem envenenado

Jovem de 19 anos teve a morte encefálica confirmada no último domingo (20), após oito dias internado no Hospital de Urgência de São Bernardo

Thainá Lana
Gabriel Gadelha
Especial para o Diário
22/07/2025 | 13:15
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FOTO: Denis Maciel
FOTO: Denis Maciel Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra


Marco Junior, 34 anos, irmão mais velho de Lucas da Silva Santos, 19, desabafou durante o velório do jovem que morreu no último domingo (20), após oito dias internado no Hospital de Urgência de São Bernardo. “É revoltante, não existe um motivo para a morte dele. Ele morreu porque queria ser livre, ter a independência dele, a casa dele. Foi por esses motivos que a vida do meu irmão foi interrompida no momento que mais ia desfrutar”, lamentou.

A despedida acontece na manhã desta terça-feira (22), no Cemitério do Carminha, no bairro dos Casas. Segundo a polícia, Lucas foi envenenado dentro de casa, ao comer um bolinho de mandioca entregue pelo padrasto, Admilson Ferreira dos Santos, 52, que está preso desde o dia 16. A vítima sofreu uma parada cardiorrespiratória cerca de 20 minutos após ingerir o alimento e teve a morte encefálica confirmada no domingo. A família autorizou a doação dos rins e das córneas.

A dor da perda também foi expressada pela tia da vítima, Cláudia Pereira dos Santos Daliessi, de 43 anos. “É uma dor muito grande, é inacreditável. O Admilson está na cadeia, e eu não sei por que ele fez isso, é uma coisa de monstro. A ficha caiu hoje. Ver meu sobrinho e saber que ele destruiu a vida dele, a minha, a vida da família... É muito complicado. Uma dor enorme.”

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Marco, o irmão mais velho, disse ter escutado um áudio da confissão do padrasto e relatou o conteúdo com indignação. “Ele foi tão ardiloso a ponto de colocar um doce em cima do bolinho e dizer: ‘toma, come’. Muita gente fala que espera que ele morra. Eu, não. Espero que ele viva muitos anos e pague a cada dia. Eu não vejo remorso e nem arrependimento. Ele é um monstro.”

No depoimento, Admilson afirmou que misturou chumbinho no creme de leite usado na receita e que toda a família teria consumido o alimento. Ele também alegou que pediu à esposa, Rosemeire da Silva, mãe de Lucas, que comprasse o veneno. A Polícia Civil apura se ela poderá ser responsabilizada por omissão, especialmente diante da suspeita de abuso sexual que já havia sido levantada contra o padrasto.

A investigação está a cargo do 8º Distrito Policial de São Bernardo.




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