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Liberdade: Para onde foram as luminárias japonesas?

O Bosque das Cerejeiras, no Parque do Carmo, zona leste de São Paulo, recebeu a instalação de luminárias japonesas que ficavam no bairro Liberdade, centro da capital

22/07/2025 | 10:33
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O Bosque das Cerejeiras, no Parque do Carmo, zona leste de São Paulo, recebeu a instalação de luminárias japonesas que ficavam no bairro Liberdade, centro da capital. O remanejamento dos equipamentos foi feito pela Prefeitura, via Secretaria do Verde e do Meio Ambiente e em parceria com a SP Regula e a Ilumina SP.

De acordo com a administração municipal, os postes colocados são os mesmos que antes ficavam na Rua dos Aflitos. As estruturas foram reformadas antes de irem para o bosque e, segundo a Prefeitura, não houve custo adicional para a reinstalação.

"A introdução desses elementos urbanos dialoga harmonicamente com o contexto paisagístico e simbólico do local", diz a administração municipal, "uma vez que a comunidade japonesa é parte constituinte e ativa da paisagem cultural do parque", explicou a Prefeitura, em nota.

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A instalação atendeu aos pedidos da Federação Sakura e Ipê do Brasil, entidade que promove a anual Festa da Cerejeira no Parque do Carmo. O festival começará nesta sexta-feira (25), e seguirá pelos dias 26 e 27 de julho (sábado e domingo) e 3, 4 e 5 de agosto (semana que vem).

A festa é organizada para celebrar o florescimento das cerejeiras, e conta com culinária típica, além de shows musicais e danças.

A Secretaria do Verde e do Meio Ambiente explica que a implantação das luminárias no Parque do Carmo representa "continuidade e valorização dos elementos materiais e imateriais que compõem o território".

"Com a realocação das luminárias, fortalecemos a preservação da memória cultural da comunidade japonesa no Parque do Carmo, ao mesmo tempo em que respeitamos a história e as diferentes identidades presentes no bairro da Liberdade", afirma Rodrigo Ashiuchi, chefe da pasta.

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O bairro histórico atrai paulistanos e turistas pela variedade de comércios, feiras e gastronomia asiática, reflexo da intensa imigração que ocorreu ao longo do século 20. Nos últimos anos, os visitantes estão resgatando outra camada histórica e cultural: as raízes negras e indígenas, fincadas por ali ainda no século 18.

A presença negra é simbolizada pelo Beco dos Aflitos. O beco abriga a Capela de Nossa Senhora dos Aflitos, edificação construída em 1774 na área do Cemitério dos Aflitos, primeiro cemitério público da cidade. Ali, eram sepultados negros escravizados e militares pobres acusados de traição.

No local está enterrado Francisco José das Chagas, o Chaguinhas, cabo negro condenado por liderar um motim pela falta de soldo em 1821. Hoje, ele é um santo popular.

As intervenções no local começaram em novembro do ano passado, com a substituição das luminárias japonesas que obstruíram a visualização da capela por postes tradicionais. A igreja recebeu iluminação própria e as luminárias foram transferidas para o Parque do Carmo.




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