Por suspeita de envenenamento Admilson Ferreira dos Santos, que está preso temporariamente, é o principal suspeito da polícia de envenenar o jovem; advogado explica diferença entre classificação criminal
FOTO: Denis Maciel/DGABC

Após a morte de Lucas da Silva Santos, 19 anos, confirmada neste domingo (20), Admilson Ferreira Santos, 52, foi indiciado e deve responder por homicídio consumado e não mais por tentativa de homicídio qualificado, conforme informou nesta noite a SSP (Secretaria de Segurança Pública de São Paulo). O padrasto da vítima é o principal suspeito de envenenar bolinhos de mandioca e entregar ao jovem na sexta-feira (11), no bairro Assunção, em São Bernardo.
O caso é conduzido pelo 8º DP (Distrito Policial) do município e, segundo a autoridade responsável, o inquérito está em fase final e aguarda a conclusão do laudo pericial para o completo esclarecimento dos fatos. Admilson está preso desde quarta-feira (16) na Delegacia de São Caetano, após a Justiça autorizar o pedido de prisão temporária da Polícia Civil. Ele passou por audiência de custódia na quinta-feira (17).
O advogado criminalista e professor de direito processual penal da faculdade Strong Business School de Santo André, Ricardo Martins, explica que o crime de homicídio qualificado tem pena de 12 a 30 anos, e já a tentativa de homicídio teria uma causa de redução de pena.
“A mudança na classificação do crime agrava a situação dele, que já não era boa. Agora, como o delito é consumado, ele não vai ter essa diminuição, a pena mínima será de 12 anos de reclusão”, diz.
Martins ressalta que, ao final dos 30 dias da prisão temporária de Admilson, a Justiça poderá prorrogar a reclusão por mais 30 dias porque se trata de um crime hediondo. “O acusado vai ser submetido a julgamento pelo tribunal do júri. O tribunal do júri é composto de duas fases, sendo a primeira o juiz vai verificar se estão presentes os requisitos legais para que ele seja submetido ao júri popular. Depois, com essa decisão, ele vai ser submetido ao julgamento por sete jurados da comarca que irão decidir se ele é culpado ou inocente pela prática do crime”, completa o advogado.
Além de ser indiciado por homicídio, Admilson deverá responder por abuso sexual contra três vítimas, sendo dois enteados e uma sobrinha. Os casos foram revelados durante apuração policial sobre o suposto envenenamento e um novo inquérito foi aberto.
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