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EUA monitoram avanço do Pix desde 2022, mostra documento oficial

O documento classifica o Pix como um fator de atenção no que diz respeito à concorrência internacional

20/07/2025 | 11:23
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FOTO: Agência Brasil Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra


O sistema de pagamentos instantâneos brasileiro, o Pix, está no radar das autoridades dos Estados Unidos há pelo menos três anos. Um relatório divulgado em 2022 pelo Escritório do Representante de Comércio dos EUA (USTR, na sigla em inglês) revela que o governo americano acompanha de perto os impactos do sistema sobre o mercado de pagamentos eletrônicos.

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O documento classifica o Pix como um fator de atenção no que diz respeito à concorrência internacional. Um dos trechos aponta que o Banco Central (BC) exerce papel duplo como regulador e operador do sistema, o que exigiria, segundo os EUA, vigilância para garantir “condições equitativas” a todos os participantes do setor.

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O relatório faz parte de uma publicação anual que reúne potenciais barreiras comerciais em mais de 60 países. Na edição de 2022, o Pix foi mencionado de forma explícita pela primeira vez — e, até agora, pela única. Desde então, o sistema financeiro brasileiro voltou a ser citado em relatórios subsequentes, ainda que de maneira menos direta.

Nesta quinta-feira (16), o USTR anunciou que abriu uma investigação formal para apurar possíveis práticas comerciais desleais adotadas pelo Brasil. A apuração inclui o estímulo do governo ao uso do Pix, além de outros temas ligados à regulação digital e redes sociais.

Segundo o dirigente do USTR, Jamieson Greer, a medida foi solicitada pelo presidente Donald Trump, que acusa o Brasil de prejudicar empresas norte-americanas com políticas que favorecem soluções locais — como o Pix — em detrimento de plataformas estrangeiras como o WhatsApp Pay, da Meta, empresa de Mark Zuckerberg.

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Concorrência no centro do embate

Analistas apontam que o sucesso do Pix, sistema gratuito e público, representa uma ameaça aos modelos tradicionais de pagamento eletrônico, como cartões de crédito, e a serviços privados de transferência digital, como o próprio WhatsApp Pay.

“O Brasil desenvolveu um meio de pagamento que é eficiente, barato e promove inclusão financeira”, afirmou a economista Cristina Helena Mello, da PUC-SP, em entrevista à Agência Brasil. Para ela, o BC atuou corretamente ao suspender, em 2020, o funcionamento do WhatsApp Pay até que fossem avaliados seus riscos ao sistema financeiro.

Em 2023, o Pix movimentou mais de R$ 26 trilhões e consolidou-se como o principal instrumento de pagamento no Brasil. Enquanto isso, nos bastidores do comércio internacional, a ferramenta brasileira segue como tema de debates — e de tensões.




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