Economia Titulo O embrião

Bases do Pix foram definidas pelo BC em 2018, no fim do governo Temer

Documentos do Banco Central mostram que as bases do projeto foram concluídas em dezembro, após seis meses de trabalho de trabalho envolvendo representantes de bancos, escritórios de advocacia, empresas de tecnologia e órgãos do governo

20/07/2025 | 11:19
Compartilhar notícia
FOTO: Agência Brasil
FOTO: Agência Brasil Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra


Embora tenha sido lançado oficialmente apenas em novembro de 2020, o sistema de pagamentos instantâneos Pix começou a tomar forma ainda em 2018, nos últimos dias do governo Michel Temer. Documentos do BC (Banco Central) mostram que as bases do projeto foram concluídas em dezembro daquele ano, após seis meses de trabalho envolvendo representantes de bancos, escritórios de advocacia, empresas de tecnologia e órgãos do governo.

LEIA MAIS: Bolsonaro diz que Pix é criação própria e se coloca para negociar com Trump

O embrião do Pix, no entanto, surgiu ainda antes. Desde 2016, o tema vinha sendo discutido internamente no BC. Naquele ano, sob a presidência de Ilan Goldfajn, foi lançada a chamada Agenda BC+, com foco na modernização e inclusão financeira. Um dos pilares previa o aumento da eficiência do sistema bancário por meio da criação de soluções tecnológicas.

DGABC

A virada de chave ocorreu em 2018, com a criação do Lift (Laboratório de Inovações Financeiras e Tecnológicas), uma espécie de incubadora de ideias com participação de startups, universidades e pequenas empresas. No mesmo período, o BC instituiu o Grupo de Trabalho Pagamentos Instantâneos, que consolidou os fundamentos técnicos e operacionais do que viria a ser o Pix.

Ainda em dezembro daquele ano, o balanço da Agenda BC+ já mencionava a criação de um sistema de pagamentos instantâneos, com direito a infográficos explicando seu funcionamento. No ano seguinte, o BC assumiu o desenvolvimento da base de dados e a gestão centralizada da ferramenta — ponto considerado estratégico para garantir eficiência, escala e segurança.

O nome “Pix” só foi anunciado em fevereiro de 2020, pouco antes do início da pandemia de covid-19. A primeira versão do sistema foi testada em caráter limitado em novembro daquele ano. Duas semanas depois, o lançamento oficial permitiu transferências em tempo real, 24 horas por dia e sete dias por semana.

LEIA MAIS: Trump contra o Pix: entenda o que pode ter motivado críticas dos EUA

Atualmente gratuito para pessoas físicas e microempreendedores individuais (MEIs) em operações não comerciais, o Pix se consolidou como um dos principais meios de pagamento no Brasil. Em cinco anos, movimentou R$ 65 trilhões. Em junho deste ano, bateu recorde mensal: R$ 2,8 trilhões em transferências, com participação de 936 instituições.




Comentários

Atenção! Os comentários do site são via Facebook. Lembre-se de que o comentário é de inteira responsabilidade do autor e não expressa a opinião do jornal. Comentários que violem a lei, a moral e os bons costumes ou violem direitos de terceiros poderão ser denunciados pelos usuários e sua conta poderá ser banida.


;