Bebida estimula o corpo, o humor e até a imunidade nos dias frios
FOTO: Pixabay

De acordo com dados da ABIC (Associação Brasileira da Indústria de Café), o consumo de café cresce cerca de 30% durante os meses mais frios do ano. O que parece apenas um hábito charmoso de meia-estação tem respaldo científico, emocional e mercadológico. À medida que as temperaturas caem, os pedidos por café aumentam. Coincidência? Longe disso.
Segundo Daniela Zaminiani, nutricionista da Sterna Café, além da tradicional cafeína que estimula o sistema nervoso central e ajuda na concentração, o café também é rico em polifenóis, que têm efeito antioxidante e fortalecem o sistema imunológico, um aliado valioso em tempos de gripes e resfriados. “É como um ritual medicinal disfarçado de prazer diário”, define.
O método de preparo influencia diretamente o corpo, o aroma e a intensidade do café. No frio, temos mais tempo para sentir cada detalhe. A extração por V60, por exemplo, traz leveza, enquanto a french press entrega um café mais encorpado. É uma escolha que vai além do sabor, envolve percepção e prazer.
A nutricionista ainda destaca que há razões científicas para esse aumento do consumo, já que estudos mostram que, nos meses frios, a redução da luz solar pode afetar o humor e a disposição. “O café, nesse cenário, atua como um aliado natural, ajudando a manter os níveis de energia e a concentração. É por isso que vemos tanta gente buscando aquela primeira xícara logo cedo, não é vício, é autocuidado”, finaliza.
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