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Estava sendo acusada injustamente, diz tia de jovem envenenado

Cláudia Pereira dos Santos Daliessi revelou que padrasto pediu os bolinhos de mandioca; mulher nega saber dos abusos

15/07/2025 | 19:19
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FOTO: Yuri Kumano/DGABC
FOTO: Yuri Kumano/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra


“Estava sendo acusada injustamente. Sou inocente”, afirmou Cláudia Pereira dos Santos Daliessi, 43 anos, na noite desta terça-feira (15), investigada por envenenar o jovem Lucas da Silva Santos, 19, em São Bernardo. A tia da vítima era a principal suspeita até o início desta tarde, e após a Polícia Civil ouvir testemunhas envolvidas no caso, o padrasto Admilson Ferreira dos Santos, 52, se tornou alvo da investigação e teve sua prisão preventiva solicitada. 

Cláudia prestou depoimento nesta terça-feira no 8° DP (Distrito Policial) pela segunda vez - a primeira oitiva aconteceu no sábado (12). Na primeira vez que foi ouvida, a tia confirmou que enviou cinco bolinhos de mandioca para a família do irmão na sexta-feira e negou ter envenenado o alimento. Na ocasião, ela relatou que também ingeriu salgados com seus familiares e animais de estimação e que ninguém teria passado mal. 

Nesta terça-feira, Cláudia teria apresentado novas provas à delegada Liliane Doretto, responsável pelo caso. A tia deixou de ser a principal suspeita, mas continua sendo investigada, conforme informou a autoridade policial. De acordo com Doretto, Admilson abusava sexualmente de um dos enteados - não foi informado qual irmão seria, no total a família é composta por sete filhos. 

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Cláudia negou ter conhecimento dos abusos. “Nunca soube e nunca desconfiei. Eles (Lucas e Admilson) andavam sempre juntos, mas em nenhum momento me passou pela mente. Não posso acusar meu irmão de nada, não sei o que se passa no coração dele, sei de mim, sou inocente”, disse a tia aos jornalistas durante coletiva de imprensa realizada nesta noite em frente ao 8° DP. 

No dia do crime, na sexta-feira (11), Cláudia disse que Admilson teria mandado mensagem perguntando como estava sua saúde, devido aos problemas com glicose, e ela teria informado que estava cozinhando na hora. “Sempre gostei de cozinhar, de fazer pratos para os meus sobrinhos, e estava preparando esses bolinhos na hora quando meu irmão ligou e pediu alguns. Minha filha de 9 anos foi até a casa deles levar, com todo amor do mundo. Depois tudo aconteceu no sábado, minha vida se transformou em um inferno. 

Estou muito abalada, ele é meu irmão, meu sangue”, desabafou Cláudia.  

Inconsistências 

A delegada Liliane Doretto disse durante coletiva que Admilson apresentou inconsistências nos depoimentos prestados à polícia. Muito nervoso, o padrasto tentou culpar a irmã pelo envenenamento, porém a versão teria sido contrariada por provas apresentadas por Cláudia. 

“Não sei o motivo pelo qual ele fez isso para tentar prejudicar a minha vida”, disse a tia. Em depoimento à polícia, Admilson disse que tinha um relacionamento conturbado com a irmã e que Cláudia teria oferecido os bolinhos, mas áudios comprovaram que, na verdade, foi ele quem pediu os salgados. De acordo com a Polícia, o padrasto também foi o responsável por dar os bolinhos pontualmente para cada membro da família. 

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