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Em cinco anos, casos de hepatite A sobem 793%

Número aumentou de 85 para 759 na Região Metropolitana; campanha Julho Amarelo alerta para as hepatites virais

10/07/2025 | 08:24
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FOTO: Divulgação Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra


 O número de casos de hepatite A na Região Metropolitana de São Paulo cresceu 793% em cinco anos, segundo dados da Secretaria Estadual de Saúde. Em 2020, 85 pessoas foram contaminadas. Dois anos depois, em 2022, o número dobrou e, em 2024, a quantidade de contaminados já estava cerca de oito vezes maior, totalizando 759 casos. Neste ano, de acordo com dados contabilizados até terça-feira (8), há 546 registros, apontando para mais um ano de crescimento dos casos de hepatite A. 

O infectologista e vice-presidente da Sociedade Paulista de Infectologia, Rodrigo de Carvalho Santana, explica que a hepatite A provoca, geralmente, uma infecção aguda no fígado. “Os sintomas incluem febre, cansaço, enjoo, pele amarelada e urina escura. A maioria das pessoas se recupera completamente em algumas semanas, sem sequelas. Mas, em casos raros, pode evoluir para hepatite fulminante, que é grave e exige internação imediata”, alerta.

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A doença é transmitida por alimentos ou água contaminados. Além de higiene em relação à alimentação, a vacinação é uma forma de prevenção. As UBSs (Unidades Básicas de Saúde) da região aplicam gratuitamente a vacina em crianças e grupos de risco. 

Apesar de estar crescendo, a cobertura vacinal ainda está abaixo da meta de 90%. De acordo com dados do Ministério da Saúde, a cobertura vacinal para a hepatite A infantil no Grande ABC cresceu de 85,51% em 2023 para 87,38% em 2024. Nesse ano, a porcentagem está em 58,42%. 

JULHO AMARELO

A campanha Julho Amarelo tem o objetivo de conscientizar sobre as hepatites virais, que são inflamações no fígado provocadas por vírus. Além da hepatite A, há outros tipos de hepatite viral – B, C, D e E. A hepatite B pode ser aguda ou crônica, quando o vírus permanece no organismo por mais de seis meses, danificando progressivamente o fígado e aumentando o risco de cirrose, insuficiência hepática e câncer hepático. O controle da hepatite B também pode ser feito com a vacinação. 

“A hepatite C é geralmente silenciosa e uma das principais causas de transplante de fígado no Brasil. Ela pode evoluir para cirrose e câncer hepático, mas hoje contamos com tratamento oral eficaz, com cura em mais de 95% dos casos. O desafio é o diagnóstico, já que muitas pessoas não sabem que estão infectadas. Por isso, é essencial fazer o teste, que é simples, rápido e disponível no SUS (Sistema Único de Saúde)”, esclarece Santana.

De acordo com o infectologista, a hepatite D só afeta quem já tem hepatite B e tende a ser mais agressiva. Já a hepatite E é geralmente leve, mas pode ser grave em gestantes.




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