PED Candidatos andreenses querem recuperar terreno a partir de 2026
FOTO: Reprodução/Facebook

Único diretório do Grande ABC a decidir o PED (Processo de Eleições Diretas) em segundo turno, o PT de Santo André chega à reta final da disputa entre Eric Silva e Sergio Verginio pelo comando do partido na cidade com um consenso para o futuro do petismo: pavimentar a reeleição do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva. O desafio em solo andreense será reverter o quadro obtido em 2022, quando o líder petista teve votação ligeiramente menor à do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). A nova votação na legenda ocorrerá em 27 de julho.
Diferentemente dos outros seis diretórios da região, o PT de Santo André ensaiava uma disputa mais acirrada desde o início, com três candidaturas à presidência do partido na cidade, polarizada entre dois postulantes da CNB (Construindo Um Novo Brasil), maior corrente na sigla. Eric Silva saiu na frente no primeiro turno, com 779 votos, enquanto que Sergio Verginio alcançou 698 adesões de petistas. Da Articulação de Esquerda, Aylton Affonso obteve 109 sufrágios.
O equilíbrio na disputa andreense vem das forças nos palanques dos dois candidatos. Com discurso de renovação no PT, Eric Silva possui a adesão dos vereadores Tiago Nogueira e Clóvis Girardi, dos deputados federais Vicente Paulo da Silva, o Vicentinho, de Jilmar Tatto, do deputado estadual Mário Maurici, entre outros.
Do movimento sindical, Sergio Verginio tem à disposição na sua fileira o vereador Wagner Lima, a primeira suplente Kiusam Oliveira, a ex-prefeiturável Bete Siraque, o deputado federal Alfredinho, os deputados estaduais Teonilio Barba e Rômulo Fernandes, além da CUT (Central Única dos Trabalhadores).
Feliz com o resultado inicial, Eric diz que o PT em Santo André, onde governou em cinco oportunidades, precisa se reconstruir após duas eleições municipais seguidas com derrotas ainda no primeiro turno e com revés na disputa entre Lula e Bolsonaro. “A minha meta, sob nossa gestão, será organizar o partido nos núcleos e na periferia, para ser competitivo, visando a principal tarefa, a campanha do presidente Lula, porque deve ser a última dele e precisamos estar bem organizados na cidade”, pontua.
Já Sergio Verginio afirma que vai ampliar o diálogo com filiados petistas, principalmente àqueles que não votaram neste domingo. Para o candidato, Santo André é exemplo na história de 45 anos do PT e para o seu futuro a ser debatido. “Quem definirá isso será o planejamento da próxima direção executiva e a tarefa do presidente, como responsável pelo partido, é dar vida na execução do plano. Porém, a principal meta será a reeleição do Lula com uma boa votação em Santo André”, diz.
Em 2022, Bolsonaro venceu Lula nos dois turnos da eleição presidencial entre os eleitores andreenses, sendo que na segunda etapa obteve 52,13% dos votos válidos (225.767 eleitores), contra 47,87% (207.330) do atual presidente da República. O petismo na cidade onde Celso Daniel, morto em janeiro de 2002, tornou-se referência na história política local, nas últimas três eleições mal conseguiu chegar aos 20% dos votos válidos na disputa pelo Paço andreense.
O desafio das duas chapas até o dia 27 de julho é propor um cenário mais favorável para a militância petista já a partir de 2026.
LEIA TAMBÉM:
Boulos afirma que o governo Lula esteve nas cordas nos últimos 2 anos
Atenção! Os comentários do site são via Facebook. Lembre-se de que o comentário é de inteira responsabilidade do autor e não expressa a opinião do jornal. Comentários que violem a lei, a moral e os bons costumes ou violem direitos de terceiros poderão ser denunciados pelos usuários e sua conta poderá ser banida.