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Saúde em reestruturação

07/07/2025 | 09:26
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 A atual gestão de São Caetano, sob comando de Tite Campanella (PL), assumiu o desafio de reorganizar a rede pública de saúde diante das dificuldades herdadas da administração anterior. Entre os principais entraves está a tentativa de implantar hospital de alta complexidade para procedimentos hemodinâmicos sem o respaldo técnico e financeiro necessário a sua manutenção. A proposta de José Auricchio Júnior (PSD) era desproporcional à realidade. Agora, a secretária Adriana Berringer Stephan propõe a revisão do projeto e o redirecionamento do equipamento para ampliar leitos de UTI e enfermaria, garantindo maior utilidade ao espaço com foco na viabilidade financeira e na demanda local.

A reestruturação é profunda. A equipe da Secretaria de Saúde se dedica à revisão de fluxos, processos e sistemas que historicamente funcionavam de forma centralizada e sem padronização. O pronto-socorro do Hospital Albert Sabin, por exemplo, passou por alterações físicas e operacionais, buscando maior eficiência e diminuição do tempo de espera. A adoção do sistema Manchester de classificação de risco se dispõe a melhorar o atendimento e permite distribuir melhor os recursos humanos. Além disso, o fim do modelo de telemedicina que exigia deslocamento do paciente resultou em realocação de profissionais e ampliação do acesso presencial a especialistas, com aumento de consultas.

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Outro ponto crítico está na sustentabilidade financeira do sistema. A cidade arca com a maior parte dos custos. Mesmo com orçamento inferior ao do ano anterior, a atual gestão busca formas de equilibrar oferta e demanda, com foco na reorganização do cadastro de usuários, eliminação de duplicidades e aperfeiçoamento do controle de acesso. Ao priorizar a estruturação de processos e não apenas de obras, a Secretaria de Saúde avança no sentido de construir sistema menos dependente de decisões individuais e mais orientado por critérios técnicos. Essa abordagem, embora gradual, aponta para política pública mais equilibrada, que considera os limites orçamentários e a real necessidade da população.

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