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Marcelo Lima e Alex Manente se aproximam após embate eleitoral

Na 1ª agenda pública pós-pleito entre ambos, prefeito recebe deputado federal, que anuncia R$ 20 mi para S.Bernardo usar em saúde e esportes

Evaldo Novelini
Nilton Valentim
01/07/2025 | 08:55
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FOTO: Denis Maciel/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra


 O prefeito de São Bernardo, Marcelo Lima (Podemos), e o deputado federal Alex Manente (Cidadania) se reaproximaram politicamente na manhã desta segunda-feira (30) em agenda pública. Ambos estavam distantes desde a eleição para o Paço, em outubro, quando protagonizaram acirrada disputa pelo comando do Executivo que só terminou no segundo turno.

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Em encontro realizado no gabinete do prefeito, 18° andar do Paço, Alex anunciou o repasse de R$ 20 milhões em emendas do Orçamento da União para a cidade. A maior parte, R$ 18 milhões, será investida em saúde, inclusive para a mental, uma das bandeiras do parlamentar. O restante será encaminhado para esportes. Cem por cento do valor devem chegar até o fim do ano.

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Prefeito e deputado protagonizaram no segundo semestre de 2024 uma das mais ferrenhas disputas pelo Paço da história de São Bernardo. Houve acusações pesadas de ambos os lados. Durante a campanha, Alex chegou a dizer que Marcelo Lima não podia acessar o prédio da Prefeitura porque seria “réu por corrupção”. Como resposta, o então candidato do Podemos disse que o adversário “vive de fake news”.

Marcelo Lima e Alex Manente começaram a dialogar há um mês. Foram ao menos três conversas, duas por telefone e uma frente a frente. Na reunião desta segunda-feira (30), os dois ressaltaram que o “espírito público” motivou a recomposição, que pode ter consequências na disputa de 2028, já que ambos comandam grupos políticos antagônicos, ao menos até segunda-feira (30).

“Disputamos a eleição e poderíamos estar rivalizando, mas isso já foi superado. O que está acima de tudo é São Bernardo”, disse o prefeito. “A partir do momento em que a cidade fez a sua escolha pelo Marcelo, a minha obrigação como deputado é fortalecer o trabalho dele na Prefeitura para que a cidade se desenvolva, com espírito público acima de qualquer divergência”, completou o deputado.

Alex reconheceu que as circunstâncias do pleito de 2024, que terminou com a vitória de Marcelo Lima com 55,74% dos votos válidos (205.831 absolutos), dificultou a reaproxi-mação dos dois, já que ambos eram “franco-atiradores” contra o grupo do então prefeito Orlando Morando, que indicou a sobrinha Flávia Morando (União Brasil) para a disputa, e do PT, que queria voltar ao Paço com Luiz Fernando.

“Se não fosse isso, seria diferente. A gente estaria mais próximo mais rapidamente. Mas fomos os dois para o segundo turno com uma visão de mudança daquilo que existia. O segundo turno é eleição mais disputada, mais acirrada, com mais debate, mais enfrentamento”, analisou Alex, que terminou a corrida eleitoral com 44,26% dos votos válidos (163.429 absolutos).

Ao responder sobre se a parceria ensaiada nesta segunda-feira (30) poderá se refletir em aliança nas próximas eleições municipais, Alex não negou. “A partir de agora, a nossa missão é tentar fazer com que essa afinidade pela cidade possa resultar num grande desenvolvimento e a política acaba sendo consequência. Os desdobramentos políticos ocorrerão naturalmente durante os anos.”

Já Marcelo Lima foi mais incisivo. “O Alex tem feito um bom trabalho. Sou testemunha porque fui colega dele lá (em Brasília). Tenho certeza de que ele vai continuar fazendo um bom mandato como deputado e, aqui em São Bernardo, acho que ele vai estar ao nosso lado”, disse o prefeito, que atuou por quase um ano na Câmara Federal, de fevereiro a novembro de 2023.

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CÂMARA

A reaproximação entre os chefes dos grupos também deve se refletir na Câmara. Dois dos maiores críticos do governo no Legislativo, João Viana e Shell Gomes, participaram nesta segunda-feira (30) do encontro com o prefeito. Alex Manente, que preside o Cidadania no Estado, afirmou que o partido não é adepto do “quanto pior, melhor” e lembrou que o líder de Marcelo Lima integra a agremiação: Julinho Fuzari – que, a propósito, não estava presente.




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