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Agressão entre vereadores de Rio Grande da Serra vai parar na Delegacia

Léo Alves acusa Marcos Tico de desferir um tapa na cara e abre Boletim de Ocorrência

Bruno Coelho
30/06/2025 | 20:41
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FOTO: Celso Luiz/DGABC
FOTO: Celso Luiz/DGABC  Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra


Após a última sessão do semestre na Câmara de Rio Grande da Serra antes do recesso, realizada nesta segunda-feira (30), o vereador Leonardo Alves, conhecido como Léo Alves (PSDB), registrou um Boletim de Ocorrência contra o colega parlamentar Marcos Tico (Republicanos), por agressão. O desentendimento teve origem ainda no plenário do Legislativo, enquanto se discutia a votação da LDO (Lei de Diretrizes Orçamentárias) de 2026, até que resultou em um tapa na cara do tucano.

O bate-boca entre Léo Alves e Tico teve origem momentos antes da votação da matéria encaminhada pelo governo do prefeito Akira Auriani (PSB). Imagens da sessão mostram o bate-boca entre os parlamentares, que se desdobrou nos corredores da Casa. Logo após a saída dos dois vereadores do plenário, a discussão acabou em agressão. Depois do gesto, o parlamentar tucano deu voz de prisão a Tico, que não teria permanecido no local. Em seguida, o caso foi registrado na Delegacia de Polícia de Ribeirão Pires.

Acompanhado do presidente do Legislativo, Claurício Bento (PSB), Léo Alves fez o Boletim de Ocorrência na cidade vizinha, por crime de injúria, pelo artigo 140 do Código Penal. O parlamentar realiza nesta terça-feira (1º) o exame de corpo de delito no IML (Instituto Médico Legal), em Santo André.

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“Na votação da LDO, simplesmente quando ele (Tico) foi falar na tribuna, brinquei com o assessor dele dizendo ‘como grava hein’, porque tenho essa intimidade. Daí o vereador se ‘doeu’, não sei o porquê e, na tribuna, começou a apontar o dedo para mim. Depois falou que o meu pai é ladrão. Posteriormente, depois que acabou a sessão, saímos e ele efetuou o tapa na minha cara”, diz o tucano.

Tico afirma que foi provocado por Léo Alves e, por essa razão, tomou a atitude. “Ele quis fazer algumas provocações quando fui na tribuna e falou da minha esposa, que é mãe dos meus filhos. Tem que poupar a família. Ele é muito jovem, talvez não saiba disso. Aí quando estava me sentando, ele chamou para ir para fora, para sair para porrada. Após a sessão, ele me abordou (fora do plenário), quis encostar o rosto ao meu rosto, e usei da estratégia de afastar e virou esse transtorno”, explica.

Presidente do Legislativo, Claurício Bento admite que será necessário discutir a abertura de uma Comissão de Ética no Legislativo após o episódio. “Preciso até ver como está a questão da criação dessa Comissão na Câmara. Eu acho que é necessário discutir sua criação novamente. Agora a gente precisa ver qual será o posicionamento do vereador”, avalia. Por sua vez, Léo Alves garante que abrirá uma representação na Casa contra Tico. “Esse vereador já deveria ter sido cassado há muito tempo”, enfatiza o tucano.

O vídeo sobre o caso está disponível nas redes do Diário.




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