Identificação visual No total, serão instaladas 146 placas de identificação e outras 397 nas esquinas de ruas em seis municípios
FOTO: Celso Luiz/DGABC

O Consórcio Intermunicipal do Grande ABC inicia, neste sábado (28), a identificação visual nas áreas de mananciais do Grande ABC. O ato simbólico será realizado nesta manhã nas proximidades da Represa Billings, na Estrada do Rio Acima, no Riacho Grande. No total, serão instaladas 146 placas de identificação e outras 397 nas esquinas de ruas em seis municípios – com exceção de São Caetano, que não possui territórios nessas características e Diadema, que preferiu não participar do projeto.
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O recurso para o projeto do GT (Grupo de Trabalho) Meio Ambiente do Consórcio foi aprovado pelo Fehidro (Fundo Estadual de Recursos Hídricos) em 2023 e será de R$ 1,1 milhão. A previsão é que as instalações sejam finalizadas até o fim de agosto. De acordo com o projeto, 56% do território do Grande ABC está inserido em áreas de mananciais. Os locais que vão receber a sinalização na região foram definidos por diversos critérios, como principais vias de acesso, saídas de rodovias, pontos de ônibus, praças públicas e escolas. As placas serão distribuídas da seguinte maneira nos municípios: Santo André (27), São Bernardo (13), Mauá (22), Ribeirão Pires (51) e Rio Grande da Serra (33). A secretária de Meio Ambiente de São Bernardo, Ruth Ferreira, explica que o objetivo da iniciativa é reconhecer e preservar esses espaços. “Essa comunicação é importante para valorizar as áreas de mananciais, que é uma agenda positiva para o Grande ABC. Outro ponto fundamental é a sinalização para a população de que nesses locais a legislação ambiental é mais restritiva, como a necessidade de autorização para construção, por exemplo. É uma forma de garantir que os munícipes e futuros moradores saibam que vivem em locais de preservação. Proteger os recursos hídricos passa por informar a população de forma adequada”, disse. A Billings é considerada um dos principais mananciais de abastecimento público da Região Metropolitana de São Paulo. Isso significa que uma parte importante da água que chega às casas, escolas, hospitais, indústrias e comércios vem desse reservatório. “A ocupação do território dentro da área de manancial deve ser controlada, de forma que os usos sejam compatíveis com a preservação ambiental. Isso quer dizer que o desenvolvimento urbano precisa acontecer com responsabilidade, respeitando os limites ambientais para que a qualidade da água do reservatório seja mantida e continue a atender à população por muitos anos”, frisou a engenheira ambiental urbana e diretora de Licenciamento e Avaliação Ambiental da Prefeitura, Thami Izumi da Cruz.
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