Economia Titulo Cenário econômico

BC não vê inflação dentro da meta, de 3%, antes do 4° trimestre de 2027

A autarquia espera que o IPCA acumulado em 12 meses continue acima do centro da meta, de 3%, até pelo menos o quarto trimestre de 2027

26/06/2025 | 09:25
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Marcello Casal Jr/Agência Brasil
Marcello Casal Jr/Agência Brasil Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra


O Banco Central (BC) atualizou, no Relatório de Política Monetária (RPM) divulgado nesta quinta-feira, 26, a trajetória esperada para a inflação. A autarquia espera que o IPCA acumulado em 12 meses continue acima do centro da meta, de 3%, até pelo menos o quarto trimestre de 2027 - último período com informações disponíveis.

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No cenário de referência, a inflação em 12 meses passa de 5,5%, no primeiro trimestre deste ano, para 5,4% no segundo e terceiro e fecha 2025 em 4,9%. Depois, o IPCA vai para 4,2% no primeiro e segundo trimestres de 2026, e cede para 3,8% no terceiro, e encerra o ano que vem em 3,6%. As projeções para os anos fechados já haviam sido divulgadas no comunicado do dia 18.

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O BC espera que a inflação acumulada em 12 meses atinja 3,4% no primeiro e segundo trimestres de 2027, que se tornará o horizonte relevante da política monetária a partir da próxima reunião do Copom, em 30 de julho. Em seguida, a autarquia estima que o IPCA desacelere a 3,3% no terceiro trimestre e a 3,2% no fim do ano.

Nas aberturas por categorias, o BC espera que a inflação de preços livres acumulada em 12 meses some 5,2% no fim de 2025, 3,4% no fim de 2026, 3,3% no primeiro trimestre de 2027 e de 3,1% no fim daquele ano. A projeção para os preços administrados é de 3,8% este ano, 4,1% no próximo e 3,9% no primeiro trimestre de 2027 e 3,6% no fim do ano.

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"Na comparação com o Relatório anterior, as projeções de inflação tiveram leve queda para 2025 e 2026", enfatizou o documento. Para 2026, houve queda das projeções da inflação tanto de preços livres como de administrados. "Entre os fatores que pressionaram a inflação para cima, destaca-se a atividade econômica mais forte que o esperado, e como fatores baixistas destacam-se a apreciação cambial e a queda do preço do petróleo", considerou, acrescentando que, na comparação com a reunião do Copom em maio, as projeções de inflação nesse horizonte mantiveram-se constantes.




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