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Em meio a aumento de mortes, meta de vacinação contra a gripe não é atingida na região

O inverno inicia com 39,43% de cobertura vacinal na população prioritária; objetivo era imunizar 90% até esta sexta-feira

20/06/2025 | 15:06
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FOTO: Divulgação Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra


Em meio ao aumento expressivo nas mortes por SRAG (Síndrome Respiratória Aguda Grave) causadas pela Influenza, a vacinação contra a gripe tem sido tratada como prioridade no Grande ABC. No entanto, mesmo com o reforço das campanhas, ampliação de horários e novos pontos de vacinação, o inverno começa nesta sexta-feira (20) com apenas 39,43% do público-alvo imunizado — menos da metade da meta de 90%.

O objetivo da imunização é proteger especialmente os grupos de maior risco, já que os dados apontam uma escalada preocupante nas mortes. Segundo a Secretaria de Estado da Saúde, o número de óbitos por SRAG provocada pela Influenza na Região Metropolitana foi 18 vezes maior em 2024 em relação ao ano anterior.  Ao longo de 2023, foram registrados 224 casos e 14 mortes. O total acumulado de 2024 foi 2.734 casos e 255 mortes confirmadas por SRAG por Influenza.

Já em 2025, apenas até 12 de junho, já são 2.631 casos e 267 óbitos — superando os números de mortes de todo o ano anterior antes mesmo do início do inverno.

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A cidade com maior cobertura vacinal na região é São Caetano (50,51%), seguida de São Bernardo (45,14%), Diadema (39,27%), Mauá (35,01%), Santo André (34,59%), Ribeirão Pires (32,49%) e Rio Grande da Serra (27,99%). 

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O público prioritário abrange crianças de 6 meses a 6 anos, gestantes, puérperas, idosos, indígenas, quilombolas, além de adolescentes e jovens de 12 a 21 anos sob medidas socioeducativas. Também estão incluídas pessoas em situação de rua, com deficiência permanente ou com doenças crônicas não transmissíveis.

A lista contempla ainda trabalhadores mais expostos a riscos, como profissionais da saúde, do transporte coletivo e do sistema prisional, entre outros.

O grupo tem maior risco de desenvolver complicações graves caso contraia gripe – especialmente durante o inverno –, o que pode levar à morte. 




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