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Entrega do BRT-ABC é adiada pela 5ª vez, para junho de 2026

Ajustes no projeto original, como construção de pontes e viadutos, impactaram no prazo, em janeiro; primeira fase foi concluída

16/04/2025 | 09:32
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FOTO: Denis Maciel/DGABC
FOTO: Denis Maciel/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra


 Pela quinta vez em quatro anos, a entrega do BRT-ABC foi adiada e a nova data passou de janeiro para junho de 2026. As obras do corredor para ônibus elétrico, que deve ligar São Bernardo à Capital, tiveram início em fevereiro de 2022 e tinham como previsão inicial a conclusão em 18 meses, ou seja, em julho de 2023. O projeto foi anunciado em substituição à extinta Linha 18-Bronze do monotrilho, cancelada em 2019. 

A mudança no cronograma foi publicada no Diário Oficial do Estado na última sexta-feira (11), motivada por ajustes no projeto original. Segundo a Artesp (Agência de Transporte do Estado de São Paulo), órgão responsável pela concessão, foram realizadas modificações no traçado, além da construção de pontes e viadutos, intervenções que apresentam maior complexidade técnica.

Em janeiro deste ano, o vice-governador, Felicio Ramuth (PSD), garantiu que o sistema de transporte entraria em funcionamento em janeiro de 2026, durante vistoria às obras da primeira fase do BRT-ABC, já concluídas em São Bernardo. Na ocasião, ele disse que o principal motivo para o adiamento das intervenções por quatro vezes foram questionamentos feitos na Justiça pelo partido Solidariedade, que entrou com Adin (Ação Direta de Inconstitucionalidade) contra os decretos que homologaram o contrato da Next Mobilidade (antiga Metra) com o Estado.

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Questionadas em 2024 pelo Diário, a EMTU (Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos), que gerenciava as obras na ocasião, e a Next Mobilidade, que opera as intervenções, indicaram que as mudanças nas datas de entrega ocorreram devido às aprovações de licenças ambientais e julgamento no STF (Supremo Tribunal Federal). 

Em agosto de 2023, o supremo validou dois contratos firmados pelo ex-governador de São Paulo João Doria para que a empresa Metra tivesse o direito de operar o BRT-ABC por 25 anos. As contratações custaram R$ 22 bilhões e foram feitas sem licitação em 2021.

O PROJETO

O custo estimado do projeto é de quase R$ 1 bilhão (R$ 920 milhões) e prevê um corredor exclusivo de 17,3 km, operado por 92 ônibus elétricos, conectando o Terminal São Bernardo às paradas de Sacomã e Tamanduateí, na Zona Sul da Capital. A expectativa é que o novo modal beneficie 173 mil passageiros por dia, com trajeto expresso de até 40 minutos.

O BRT-ABC atenderá às cidades de São Bernardo, Santo André e São Caetano, além de Diadema e Mauá (via corredor ABD).

PRIMEIRA ETAPA

De acordo com a Artesp, a primeira fase do BRT-ABC foi concluída conforme o cronograma, em fevereiro de 2024, incluindo a parada Metrópole, localizada no Centro de São Bernardo. Essa fase das obras começou nas Avenidas Aldino Pinotti e Lauro Gomes e terminou junto à Avenida Winston Churchill, em Rudge Ramos, divisa com São Caetano. As intervenções deste trecho incluíram preparação do pavimento e concretagem de um trecho de 2,5 km da pista.

“A parada conta com ar-condicionado, wi-fi, bilhetagem antecipada, embarque em nível e acessibilidade para pessoas com deficiência. Esse modelo servirá de referência para as outras 15 paradas previstas ao longo do trajeto”, informou a Artesp.

A segunda fase do projeto, que está em atraso, começou em março do ano passado, com o início das obras na Avenida Lauro Gomes, após o cruzamento da Avenida Winston Churchill, em São Bernardo, com a remoção do piso asfáltico. Nessa etapa será construída a pista, de 15 km que inclui 13 paradas, a partir da divisa de São Bernardo até o terminal Sacomã, na Capital. 

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