Inquérito Soldado Luan Felipe Alves Pereira estava preso havia quatro meses; caso segue sob investigação da PM e da Polícia Civil
FOTO: Reprodução

Quatro meses após ser preso preventivamente, o soldado da Polícia Militar Luan Felipe Alves Pereira, acusado de arremessar um homem de uma ponte durante uma abordagem na Zona Sul de São Paulo, foi solto por decisão da Justiça. A informação foi confirmada nesta sexta-feira (5) pelo advogado de defesa, Wanderley Alves.
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“Mais um policial militar vai para casa, graças a Deus, mais um habeas corpus com êxito ao soldado Luan Felipe, preso injustamente”, declarou o advogado nas redes sociais.
A prisão de Luan havia sido decretada em 5 de dezembro de 2024, após pedido da Corregedoria da Polícia Militar, aceito pela Justiça Militar. O policial foi encaminhado ao Presídio Romão Gomes no mesmo dia. De acordo com a SSP (Secretaria da Segurança Pública), ele permanece preso no Presídio Militar. "Assim que o habeas corpus aportar na unidade, a decisão judicial será cumprida e o PM colocado em liberdade", diz a pasta. O agente, porém, seguirá afastado do trabalho operacional.
Vale lembrar que o processo tramita em segredo de justiça.
O caso ganhou repercussão após a divulgação de um vídeo que mostra a abordagem realizada na madrugada de 2 de dezembro, em uma ponte da região de Cidade Ademar. Nas imagens, um dos policiais levanta uma motocicleta caída, enquanto outro conduz um homem até o beiral da ponte e o arremessa de cima da estrutura.
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Desde então, 13 policiais militares foram afastados e um Inquérito Policial Militar (IPM) foi aberto para apurar a conduta dos envolvidos. Luan Felipe foi o primeiro a ter a prisão preventiva decretada, com base nas investigações da Corregedoria. A Polícia Civil também investiga o caso, por meio da Cerco (Central Especializada de Repressão a Crimes e Ocorrências Diversas) da 2ª Seccional. A vítima ainda não foi identificada oficialmente, e os agentes trabalham para localizá-la e colher depoimento. O inquérito segue em andamento nas esferas militar e civil. A Justiça ainda não divulgou os fundamentos da decisão que concedeu o habeas corpus ao policial.
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