Denúncia da PGR Após o voto do relator, ministro Alexandre de Moraes, que se manifestou favoravelmente a tornar réus os acusados, foi a vez do ministro Flávio Dino seguir o parecer do colega
FOTO: Reprodução

O STF (Supremo Tribunal Federal) deu mais um passo no julgamento que analisa a denúncia apresentada pela PGR (Procuradoria Geral da República) contra o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e outros sete denunciados por tentativa de golpe de Estado. Após o voto do relator, ministro Alexandre de Moraes, que se manifestou favoravelmente a tornar réus os acusados, foi a vez do ministro Flávio Dino seguir o parecer do colega e reforçar a validade da denúncia.
LEIA MAIS: STF retoma julgamento que pode tornar Bolsonaro réu; assista ao vivo
Dino destacou que as sustentações orais feitas pelos advogados de defesa não conseguiram descaracterizar a materialidade dos fatos e, ao invés disso, tentaram afastar a autoria dos envolvidos. Segundo o ministro, isso apenas fortalece a consistência da investigação conduzida pela PGR. “O que corrobora a densidade do acervo que foi bem delineado pela PGR”, afirmou Dino, reiterando sua concordância com o voto de Moraes. Para ele, a denúncia atende aos requisitos necessários para que a ação penal seja formalmente instaurada contra os investigados. Em sua fala, Dino também fez uma reflexão contundente sobre a gravidade do crime em questão, ao afirmar que "golpe de Estado mata", independentemente de quando os efeitos do crime se concretizem, seja no momento imediato ou ao longo do tempo. O julgamento ainda está em andamento, com outros três ministros aguardando para votar e analisar a denúncia que pode levar à abertura de processo contra os réus. Até o momento, o placar está 2 a 0 favorável à acusação.
Atenção! Os comentários do site são via Facebook. Lembre-se de que o comentário é de inteira responsabilidade do autor e não expressa a opinião do jornal. Comentários que violem a lei, a moral e os bons costumes ou violem direitos de terceiros poderão ser denunciados pelos usuários e sua conta poderá ser banida.