Preços Na região, quilo do chocolate custa em média R$ 260,93, no ano passado era R$ 232,83
FOTO: Denis Maciel | DGABC

As parreiras coloridas de ovos de Páscoa nos supermercados encantam principalmente as crianças. Para os adultos, entretanto, o que chama atenção são preços, que neste ano estão, em média 12% mais altos que no mesmo período do ano passado.
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Pesquisa realizada pelo CIM (Centro de Inteligência de Mercado) da Strong Business School mostra que no Grande ABC o preço médio do quilo do chocolate em formato de ovo é de R$ 260,93. Ou seja, um ovo de 100g custa R$ 26,09. Ano passado, o quilo era R$ 232,83.
O levantamento leva em conta o preço dos ovos de Páscoa industrializados, pesquisados nas principias redes de varejo regional e foi realizado na segunda semana de março. “É importante observar que o preço médio não é homogêneo, dada a diversidade de produtos apresentados pela indústria de chocolate”, descata o relatório do CIM.
Os pesquisadores encontraram produtos cujos valores por quilo variavam de R$176,80 a R$487,90. Eles destacam que os itens atrelados a personagens apresentaram tendência de preços mais elevados.
O aumento de preços é sentido pelos consumidores da região. “Os preços estão abusivos. Está bem salgado este ano”, afirma o promotor de Merchandising, Diego Degan, 39 anos.
A Abras (Associação Brasileira de Supermercados) relata aumento médio de 14% nos preços dos ovos de chocolate e produtos relacionados (bombons, mini ovos, coelhos e barras). Já as colombas ficaram 5% mais caras que em 2024.
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Mesmo assim, o setor projeta aumento entre 8% e 12% no consumo durante o período da Páscoa, mesmo diante de um cenário marcado por alta de preços nos principais produtos típicos, que registram, em média, elevação de 12,5% em relação ao ano anterior. Esse crescimento é sustentado por uma combinação de fatores econômicos e estratégias comerciais adotadas pelo varejo.
Entre os principais fatores dessa expansão, destacam-se a recuperação do mercado de trabalho – com avanço dos índices de emprego formal – e o aumento da renda média das famílias.
“Apesar da pressão inflacionária observada nos itens sazonais, o cenário aponta para uma Páscoa de consumo aquecido. O equilíbrio entre renda disponível e ações comerciais bem estruturadas deve garantir o bom desempenho do período, reafirmando a data como uma das mais relevantes para o consumo das famílias”, analisa o vice-presidente da Abras, Marcio Milan.
Para enfrentar o desafio imposto pelos preços mais elevados, o varejo aposta em promoções para o período e e em marcas próprias.COMÉRCIO
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