Cerimônia de posse O Instituto Histórico e Geográfico de São Paulo deu início, neste sábado (22), às celebrações dos 200 anos de nascimento de Dom Pedro II com a posse de novos integrantes
FOTO: Celso Luiz/DGABC

Neste sábado (22), o IHGSP (Instituto Histórico e Geográfico de São Paulo) deu início às celebrações dos 200 anos de nascimento de Dom Pedro II, com uma cerimônia especial marcada pela posse de novos membros. O evento, que contou com figuras de destaque na preservação da história paulista e brasileira, refletiu sobre o papel da instituição na divulgação da memória e na valorização do patrimônio histórico.
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Gabriel José Abdala, um dos novos membros, destacou a importância de conectar a história com o público mais jovem. “Meu objetivo principal é trazer a história para o público mais jovem. Criei a rede social do Instituto Histórico no Instagram e ela está atingindo, em média, 200 mil pessoas por mês organicamente. 70% desse público atual são pessoas de até 35 anos”, afirmou. Abdala enfatizou o papel das plataformas digitais na renovação do interesse pela história, buscando ampliar o alcance e o engajamento. Paulo de Assunção, também recém-empossado, destacou a relevância da preservação histórica para o futuro. “O Instituto tem desempenhado um papel fundamental na valorização da história e do patrimônio de São Paulo desde sua fundação. Para garantir a continuidade desse trabalho e deixar um legado para as próximas gerações, é essencial contar com colaborações e investimentos na preservação histórica”, explicou. Ele mencionou a necessidade de um foco renovado na pesquisa histórica, especialmente na transcrição de documentos e fontes primárias, muitas das quais ainda não foram digitalizadas. Frei Evaldo Xavier Gomes falou sobre a missão do Instituto em preservar as raízes culturais de São Paulo. “Esta instituição funciona como uma associação, um colegiado de pessoas dedicadas à cultura, às artes e à história do Estado de São Paulo e do Brasil. A grande expectativa é contribuir para a cidade e o estado, aprofundando o conhecimento sobre suas raízes e sua identidade. Muitas vezes, essa trajetória é relegada ao esquecimento. O patrimônio paulista está sendo destruído pela especulação imobiliária e pela falta de reconhecimento de sua grandeza", lamentou. Daniel Carvalho de Paula, historiador e professor, ressaltou a importância do IHGSP no contexto atual. “O Instituto Histórico e Geográfico de São Paulo cumpre um papel importantíssimo na preservação da memória, mas também na multiplicação do conhecimento que seus membros possuem e desenvolvem. No pleno século XXI, é fundamental utilizar as novas ferramentas de comunicação para garantir que o conhecimento histórico chegue aos mais jovens”, afirmou. Ele ressaltou a importância de explorar as redes sociais e outros meios de comunicação para divulgar o trabalho da instituição. Luís Vaz de Campos Moreira Tourinho, outro novo membro, destacou a relevância histórica dos Institutos Históricos no Brasil. “Os Institutos Históricos surgiram antes mesmo das faculdades de ciências humanas no Brasil. Foram esses institutos que preservaram e construíram a visão histórica do Brasil e de seus heróis. É essencial resgatar seu protagonismo, pois grande parte dos arquivos e acervos históricos estão sob sua guarda”, explicou. Tourinho também enfatizou a importância de tornar os arquivos acessíveis às novas gerações, particularmente por meio da participação de jovens das escolas e universidades. Antonio Levi Mendes, com uma longa trajetória de pesquisa sobre a história indígena no estado de São Paulo, falou sobre o foco de sua atuação no Instituto. “Há 40 anos, desenvolvo uma pesquisa sobre a história indígena em São Paulo. Meu objetivo no instituto é aprofundar essa pesquisa sobre o período imperial e trazer esses temas para a revista e os eventos promovidos pela instituição. Também sonho em criar um roteiro turístico no Centro Histórico de São Paulo que aborde esses temas”, disse. Mendes mencionou a importância de desvendar histórias antigas como o Caminho do Peabiru e o Tropeirismo, que atravessam a região do Grande ABC. Foi realizada, durante a cerimônia, a outorga da Medalha Cívico-Cultural Dom Pedro II ao Diário do Grande ABC e à Redevida de Televisão. O Diário, que se aproxima de seu 67º aniversário, recebeu a distinção pelo compromisso com a preservação da memória e da história regional e nacional. O diretor de redação, Evaldo Novelini, recebeu a comenda e agradeceu ao Instituto. "O Diário do Grande ABC se sente honrado por estar recebendo uma comenda tão significativa no momento em que se aproxima de seu 67° aniversário, a ser comemorado em 11 de maio. A distinção nos envaidece, evidentemente, mas, sobretudo, nos dá mais responsabilidade para que continuemos a registrar a história imediata em nossas páginas impressas e nas demais plataformas digitais que integram a nossa marca e a preservar a memória e a história das sete cidades do Grande ABC, do Estado de São Paulo, do Brasil e do mundo", declarou. João Tomás do Amaral, presidente do IHGSP, justificou a escolha do periódico para a homenagem. "A escolha das entidades homenageadas segue critérios rigorosos. É preciso que tenham um trabalho significativo em prol da preservação e da divulgação da história. O Diário do Grande ABC tem esse compromisso há 40 anos, por meio da coluna ''Memória'', que resgata fatos históricos enquanto mantém a cobertura do dia a dia – a história cotidiana", destacou. Além do Diário, a Redevida de Televisão também foi agraciada com a medalha em reconhecimento aos seus 30 anos de história. A emissora foi fundada por João Monteiro de Barros Filho, que também é membro do Instituto.
Diário foi homenageado
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