Luto Segundo o chefe do Executivo, os dois eram amigos e, apesar das diferenças, tinham 'capacidade de diálogo franco, aberto e generoso'
FOTO: Redes sociais

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) lamentou, nas redes sociais, a morte do ex-governador de São Paulo, Cláudio Lembo, nesta quarta-feira (19), aos 90 anos. Segundo o chefe do Executivo, os dois eram amigos e, apesar das diferenças, tinham "capacidade de diálogo franco, aberto e generoso".
"Recebi com tristeza e consternação a notícia do falecimento do professor, jurista, acadêmico e ex-governador de São Paulo Cláudio Lembo. Meu amigo desde os anos 1970, Lembo foi símbolo de Política escrita assim, com P maiúsculo. Representante do campo conservador, sempre tivemos diferenças e, ao mesmo tempo, uma capacidade de diálogo franco, aberto e generoso. Com suas convicções, teve amplo destaque na política e se consolidou como voz importante no direito, tendo sido reitor da Universidade Mackenzie. Deixa um legado de compromisso com a democracia, com os valores constitucionais e com o amor pelo Brasil. Meus sentimentos à família e aos amigos de Cláudio Lembo", escreveu Lula.
O velório de Cláudio Lembo ocorrerá na Alesp (Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo), no Hall Monumental, das 10h30 às 15h. O sepultamento será realizado no Cemitério do Araçá, às 16h.
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Natural de São Paulo, Cláudio Salvador Lembo nasceu em 12 de outubro de 1934, filho de Leonino e Rosa Lembo. Formado em Ciências Jurídicas e Sociais pela Universidade de São Paulo (USP), dedicou-se ao Direito, tornando-se doutor pela Universidade Presbiteriana Mackenzie. Ao longo de sua trajetória acadêmica, foi professor titular de Direito Constitucional e Direito Judiciário Civil desde 1975 e reitor do Mackenzie entre 1997 e 2002. Também coordenou o curso de pós-graduação da instituição entre 1973 e 1994. Na gestão pública, Lembo ocupou diversas funções. Trabalhou no Banco Itaú como diretor para assuntos legislativos entre 1962 e 1997. Na Prefeitura de São Paulo, atuou como secretário dos Negócios Extraordinários (1975-1979), na administração de Olavo Setúbal, e como secretário dos Negócios Jurídicos (1986-1989), na gestão de Jânio Quadros. Durante esse período, chegou a assumir interinamente o cargo de prefeito em algumas ocasiões. Em 1993, assumiu a Secretaria do Planejamento do município. No âmbito federal, trabalhou como chefe de gabinete do ministro da Educação, Marco Maciel, no governo José Sarney (1985-1986), chegando a ocupar interinamente o cargo de ministro. Posteriormente, entre 1995 e 1997, assessorou Marco Maciel, então vice-presidente da República no governo Fernando Henrique Cardoso. Lembo também teve participação expressiva na política partidária. Disputou uma vaga no Senado Federal em 1978 e foi candidato a vice-presidente da República em 1989. Em 2002, foi eleito vice-governador de São Paulo na chapa de Geraldo Alckmin. Em março de 2006, assumiu o governo paulista após a renúncia de Alckmin, que concorreu à Presidência da República. Desde 2011, estava filiado ao Partido Social Democrático (PSD).
LEIA MAIS: Alckmin é o 'menos ruim entre os piores' para o Planalto, diz Cláudio Lembo Reconhecido por sua produção acadêmica, Lembo publicou diversos artigos e obras na área do Direito. Desde 1969, era membro efetivo do Instituto dos Advogados de São Paulo. Casado com Renéa de Castilho Lembo, deixa dois filhos. Em sua homenagem, o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) decretou luto oficial de três dias.Biografia
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