Luto O velório ocorrerá na Alesp, no Hall Monumental, das 10h30 às 15h
FOTO: Celso Luiz/DGABC

Morreu na madrugada desta quarta-feira (19) o ex-governador de São Paulo, Cláudio Lembo, aos 90 anos, na Capital paulista. A causa da morte não foi divulgada.
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O velório ocorrerá na Alesp (Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo), no Hall Monumental, das 10h30 às 15h. O sepultamento será realizado no Cemitério do Araçá, às 16h.
Natural de São Paulo, Cláudio Salvador Lembo nasceu em 12 de outubro de 1934, filho de Leonino e Rosa Lembo. Formado em Ciências Jurídicas e Sociais pela Universidade de São Paulo (USP), dedicou-se ao Direito, tornando-se doutor pela Universidade Presbiteriana Mackenzie. Ao longo de sua trajetória acadêmica, foi professor titular de Direito Constitucional e Direito Judiciário Civil desde 1975 e reitor do Mackenzie entre 1997 e 2002. Também coordenou o curso de pós-graduação da instituição entre 1973 e 1994. Na gestão pública, Lembo ocupou diversas funções. Trabalhou no Banco Itaú como diretor para assuntos legislativos entre 1962 e 1997. Na Prefeitura de São Paulo, atuou como secretário dos Negócios Extraordinários (1975-1979), na administração de Olavo Setúbal, e como secretário dos Negócios Jurídicos (1986-1989), na gestão de Jânio Quadros. Durante esse período, chegou a assumir interinamente o cargo de prefeito em algumas ocasiões. Em 1993, assumiu a Secretaria do Planejamento do município. No âmbito federal, trabalhou como chefe de gabinete do ministro da Educação, Marco Maciel, no governo José Sarney (1985-1986), chegando a ocupar interinamente o cargo de ministro. Posteriormente, entre 1995 e 1997, assessorou Marco Maciel, então vice-presidente da República no governo Fernando Henrique Cardoso.
LEIA MAIS: Alckmin é o 'menos ruim entre os piores' para o Planalto, diz Cláudio Lembo Lembo também teve participação expressiva na política partidária. Disputou uma vaga no Senado Federal em 1978 e foi candidato a vice-presidente da República em 1989. Em 2002, foi eleito vice-governador de São Paulo na chapa de Geraldo Alckmin. Em março de 2006, assumiu o governo paulista após a renúncia de Alckmin, que concorreu à Presidência da República. Desde 2011, estava filiado ao Partido Social Democrático (PSD). Reconhecido por sua produção acadêmica, Lembo publicou diversos artigos e obras na área do Direito. Desde 1969, era membro efetivo do Instituto dos Advogados de São Paulo. Casado com Renéa de Castilho Lembo, deixa dois filhos.
Em sua homenagem, o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) decretou luto oficial de três dias.
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