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Wlamir Marques, ícone do basquete brasileiro, morre aos 87 anos

Pelo Grande ABC, ex-atleta foi treinador da equipe feminina do São Caetano e deu aulas na Fefisa (Faculdade de Educação Física de Santo André)

Ryan Leme
Especial para o Diário
18/03/2025 | 13:23
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FOTO: Rômulo Simões/COB
FOTO:  Rômulo Simões/COB Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra


 Um dos grandes nomes do basquete brasileiro e mundial, Wlamir Marques, morreu nesta terça-feira (18), aos 87 anos. O ex-atleta estava internado no Hospital Sancta Maggiore, na Capital, e a causa da morte ainda não foi divulgada. Conhecido como “Diabo Loiro”, Marques foi um dos principais jogadores da Seleção Brasileira que conquistou o bicampeonato mundial em 1959 e 1963, além das medalhas de bronze nas Olimpíadas de Roma-1960 e Tóquio-1964.

A confirmação da morte foi divulgada pela CBB (Confederação Brasileira de Basquete). "Wlamir deixa um legado eterno, sendo lembrado como um dos maiores atletas a representar o Brasil no esporte mundial", escreveu a entidade em nota oficial.

Versátil, Wlamir atuou dentro de quadra em três posições diferentes: pivô, ala e armador. O ídolo brasileiro apareceu publicamente pela última vez em fevereiro de 2024, quando foi homenageado com uma miniatura realista, apresentada antes da partida entre Brasil e Paraguai, pelas Eliminatórias da AmeriCup 2025.

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Wlamir fez história na Seleção ao lado de nomes como Amaury, Ubiratan e Rosa Branca. A trajetória de conquistas na equipe nacional rendeu a inclusão no Hall da Fama da Fiba (Federação Internacional de Basquetebol), em 2023.

Natural de São Vicente, litoral de São Paulo, o ex-jogador iniciou sua trajetória no Tumiaru, clube da cidade. Aos 16 anos, foi defender o XV de Piracicaba, onde conquistou os Campeonatos Paulistas de 1957 e 1960, seus primeiros títulos no basquete.

Já como um dos principais nomes do País, aos 25 anos foi contratado pelo Corinthians, onde permaneceu por uma década e empilhou mais oito troféus estaduais. Sua história no Alvinegro foi reconhecida em 2016, quando o clube batizou o nome de seu ginásio, na Capital, com o nome de Wlamir Marques.

Após se aposentar, em 1974, Marques continuou a história nas quadras como técnico, tanto de equipes masculinas, como no Jundiaí e Palmeiras; quanto femininas, quando teve uma passagem pelo Grande ABC, no São Caetano.

Ainda pela região, o ex-jogador também deu aulas na Fefisa (Faculdade de Educação Física de Santo André) após encerrar a carreira de treinador.

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