Luto Pelo Grande ABC, ex-atleta foi treinador da equipe feminina do São Caetano e deu aulas na Fefisa (Faculdade de Educação Física de Santo André)
FOTO: Rômulo Simões/COB

Um dos grandes nomes do basquete brasileiro e mundial, Wlamir Marques, morreu nesta terça-feira (18), aos 87 anos. O ex-atleta estava internado no Hospital Sancta Maggiore, na Capital, e a causa da morte ainda não foi divulgada. Conhecido como “Diabo Loiro”, Marques foi um dos principais jogadores da Seleção Brasileira que conquistou o bicampeonato mundial em 1959 e 1963, além das medalhas de bronze nas Olimpíadas de Roma-1960 e Tóquio-1964.
A confirmação da morte foi divulgada pela CBB (Confederação Brasileira de Basquete). "Wlamir deixa um legado eterno, sendo lembrado como um dos maiores atletas a representar o Brasil no esporte mundial", escreveu a entidade em nota oficial.
Versátil, Wlamir atuou dentro de quadra em três posições diferentes: pivô, ala e armador. O ídolo brasileiro apareceu publicamente pela última vez em fevereiro de 2024, quando foi homenageado com uma miniatura realista, apresentada antes da partida entre Brasil e Paraguai, pelas Eliminatórias da AmeriCup 2025.
Wlamir fez história na Seleção ao lado de nomes como Amaury, Ubiratan e Rosa Branca. A trajetória de conquistas na equipe nacional rendeu a inclusão no Hall da Fama da Fiba (Federação Internacional de Basquetebol), em 2023.
Natural de São Vicente, litoral de São Paulo, o ex-jogador iniciou sua trajetória no Tumiaru, clube da cidade. Aos 16 anos, foi defender o XV de Piracicaba, onde conquistou os Campeonatos Paulistas de 1957 e 1960, seus primeiros títulos no basquete.
Já como um dos principais nomes do País, aos 25 anos foi contratado pelo Corinthians, onde permaneceu por uma década e empilhou mais oito troféus estaduais. Sua história no Alvinegro foi reconhecida em 2016, quando o clube batizou o nome de seu ginásio, na Capital, com o nome de Wlamir Marques.
Após se aposentar, em 1974, Marques continuou a história nas quadras como técnico, tanto de equipes masculinas, como no Jundiaí e Palmeiras; quanto femininas, quando teve uma passagem pelo Grande ABC, no São Caetano.
Ainda pela região, o ex-jogador também deu aulas na Fefisa (Faculdade de Educação Física de Santo André) após encerrar a carreira de treinador.
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