Criadouro Casa fechada há oito meses está acumulando água e lixo no quintal e preocupa vizinhos
FOTO: Arquivo Pessoal

Moradores da Vila Assunção, em Santo André, estão preocupados com o risco de proliferação do mosquito Aedes aegypti devido ao abandono de uma propriedade na Rua Porto Alegre, número 119, onde funcionava a Pharma Pelos & Patas, loja especializada em manipulação de medicamentos veterinários. O local está desocupado há aproximadamente oito meses e apresenta um quintal tomado por sujeira e entulho, o que tem gerado reclamações sobre criadouros de insetos.
De acordo com o proprietário, Miguel Colicchio Neto, corretor de imóveis em Santo André, a locatária do imóvel deixou o imóvel em um estado lastimável. “Esse imóvel está alugado, mas a locatária o abandonou, não está indo mais lá. Por conta disso, está uma imundície”, explicou Miguel.
A falta de cuidados no terreno tem preocupado os vizinhos, já que o acúmulo de água das chuvas, combinado ao calor, cria condições ideais para a proliferação do mosquito da dengue. Os moradores do bairro solicitam uma inspeção da Prefeitura no local para avaliar os riscos à saúde pública e adotar as providências adequadas, mas até agora não tiveram retorno.
O proprietário explicou que a situação do imóvel abandonado está sendo tratada diretamente na Justiça, já que ele ainda não foi oficialmente desocupado pela inquilina, e isso impede que ele tome as medidas necessárias para resolver o problema da sujeira no local.
De acordo com a Prefeitura de Santo André, as vistorias são realizadas conforme as demandas solicitadas através do 0800 0191944, aplicativo Colab, ofícios, processos administrativos e solicitações na Praça de Atendimento do Paço chegam ao Departamento de Vigilância à Saúde. “No caso de imóvel ou terreno abandonado realizamos buscas no Banco de Dados Municipal para identificar o proprietário e posteriormente notificá-lo. Contudo, todas as solicitações de serviços realizadas através dos nossos canais oficias da Rua Porto Alegre e adjacentes foram atendidas”. disse.
NÚMEROS
Em fevereiro, São Paulo decretou situação de emergência em saúde pública para a doença, mas as prefeituras da região disseram que a situação epidemiológica do município estava controlada em comparação com o mesmo período do ano passado, por isso a adoção da medida sugerida pelo governo do Estado não era justificada.
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