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Rapper Oruam é detido em blitz e levado para delegacia no Rio de Janeiro

O episódio gerou aglomeração em torno da viatura onde o artista foi colocado

20/02/2025 | 16:44
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FOTO: Reprodução Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra


O rapper Oruam foi detido na Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro, durante uma abordagem policial nesta quinta-feira (20). Segundo comunicado divulgado pela assessoria do cantor, ele teria “sido parado em uma blitz" e foi encaminhado ao 16° DP (Distrito Policial) da cidade. O episódio gerou aglomeração em torno da viatura onde o artista foi colocado, sendo necessário o uso de spray de pimenta pela polícia. Veja vídeo no fim da matéria.

O cantor está envolvido com os maiores hits de 2025 no Brasil, como a música “Oh Garota Eu Quero Você Só Pra Mim”, que tem participação de Zé Felipe, MC Tuto, Dj Lc Da Roça, MC K9, MC Rodrigo do CN e MC PL Alves. Ele é filho de Márcio dos Santos Nepomuceno, conhecido como Marcinho VP, que está preso por envolvimento com o tráfico desde 1986 e já foi homenageado por Oruam em shows. O artista ainda tem tido o nome vinculado a legislações que proíbem apresentações com apologia ao crime.

LEI 

DGABC

A "Lei Anti-Oruam" foi protocolada na Câmara Municipal de São Paulo pela vereadora Amanda Vettorazzo (União), ligada ao MBL (Movimento Brasil Livre). O projeto prevê que o poder público seja proibido de contratar shows de artistas que façam apologia ao crime e ao uso de drogas, sob pena de multa de 100% do valor do contrato. A proibição valeria para casos em que o evento "possa ser acessado pelo público infantojuvenil".

Segundo a vereadora, a intenção é "garantir que a gente não invista em shows e espetáculos que promovam a cultura de armas e drogas e apologia ao crime organizado".

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A proposta de Amanda Vettorazzo inspirou vereadores de outras capitais brasileiras e deputados federais. Segundo a vereadora, projetos similares ao seu foram protocolados em mais de 80 cidades brasileiras, 18 delas capitais. Iniciativas parecidas foram apresentados em Belo Horizonte (MG), João Pessoa (PB), e Vitória (ES), por exemplo.

Na Câmara dos Deputados, Marcelo Álvaro Antônio (PL-MG) propôs uma sanção de 50% sobre o valor de contratos com artistas que façam apologia ao crime organizado. Já Kim Kataguiri (União-SP) propõe alterações na Lei das Licitações, no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) e no Programa Nacional de Apoio à Cultura (Pronac) para vedar incentivos a eventos com apologia ao crime e ao uso de drogas.

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