Perigo Assaltantes de moto roubam moradores em ponto de ônibus no Campanário e fogem por via cheia de entulhos e de fácil acesso a outros locais
FOTO: Reprodução

Moradores do Campanário, em Diadema, vivem diariamente com medo por causa dos assaltos frequentes que ocorrem especialmente no ponto de ônibus entre as ruas Jacuí e Gema. Assaltantes em motos têm em uma viela sem nome, próxima ao ponto, uma excelente rota de fuga, pois a partir dela saem na Avenida Paranapanema, que dá acesso a São Bernardo, e a rua não dá acesso a carros, atrapalhando a polícia.
Além dos roubos, que ocorrem há pelo menos três anos, de acordo com relatos, os moradores da viela e entorno sofrem com o entulho que se acumula na entrada, atrapalhando a passagem e, principalmente, atraindo muitos ratos e insetos.
Uma moradora da Rua Jacuí, que prefere não se identificar, sente-se tão amedrontada com a situação que pensa em pedir demissão do trabalho, pois precisa sair cinco horas da manhã. “Já fui assaltada, todo mundo já foi. Está uma tragédia, estamos com medo de sair de casa. Precisamos de policiamento”, pede.
O técnico de manutenção Claudio Santos, 62 anos, que sempre morou na região, também foi assaltado. “Eu fui assaltado e meu cunhado também. Três motoqueiros o abordaram em plena luz do dia. Mesmo com os boletins de ocorrência que fazemos, os assaltos continuam”.
Outro morador da região que também prefere não se identificar, diz que os moradores querem, e já solicitaram ao poder público no decorrer dos anos, sem retorno, que haja uma barreira para motoqueiros não poderem passar pela viela. “Temos medo de sair para trabalhar, de voltar do trabalho. Isso não é vida. Entra vereador e sai vereador e nada é resolvido. Na gestão do Filippi fiz um abaixo-assinado com 280 assinaturas e nada foi feito. Ninguém responde e dá uma posição”, desabafa.
Outro ponto é que essa e outras vielas da região não possuem nome. Dessa forma, não tem nem como identificar a via na hora de fazer uma denúncia. “As vielas de Diadema seriam nomeadas mas até agora tambem não tivemos retorno sobre isso”, reclama.
Questionada pelo Diário, a Prefeitura de Diadema informou que a GCM (Guarda Civil Municipal) realiza a Operação Diadema Segura com equipes de motociclistas e outras viaturas que fazem patrulhamento nos bairros. A ação acontece na parte da manhã e visa inibir roubos e melhorar a sensação de segurança.
ENTULHO
Em relação ao ponto de entulho, o líder comunitário sugere que haja uma fiscalização para coibir o depósito de objetos. “Precisa ter placas indicando a proibição e uma fiscalização para impedir, porque não adianta limpar e não haver autuação para quem suja”, conclui. “Virou um vício descartar aqui, não só por pessoas da região como também de outros lugares”, conta.
A Prefeitura disse ao Diário que já realizou duas limpezas este ano no local e que próximo ao endereço “a municipalidade disponibiliza dois ecopontos para que a população faça o descarte correto e gratuito de entulhos e bagulhos: Ecoponto da avenida Maria Leonor, Parque Reid, sob a ponte da Rodovia dos Imigrantes; e o Ecoponto da avenida Curió, ao lado do CRAS e do Ginásio Poliesportivo do Campanário”.
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