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Comandante da PM pede 30 dias para fazer reintegração de prédio invadido

Petição ocorre após Justiça determinar 24h para desocupação

19/02/2025 | 11:23
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FOTO: André Henriques/DGABC
FOTO: André Henriques/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra


Após decisão judicial estabelecer 24 horas para desocupação, o comandante do 6º Batalhão da Polícia Militar de São Caetano, Fernando Carvalho, pediu à Justiça 30 dias para montar uma operação que reintegre o prédio particular na Rua José Benedetti, no Bairro Cerâmica. O edifício foi invadido em novembro do ano passado pelo Movimento Olga Benário. 

Segundo o oficial, com uma operação planejada em 24h - conforme determinado na terça-feira (18) pelo juiz José Francisco Matos, da 4ª Vara Civil da cidade, não há condições de garantir "segurança aos moradores do entorno". Ainda na terça, quando o prazo para desocupação voluntária expirou, a PM se recusou a realizar o uso de força policial previsto em sentença. 

Na petição, o comandante categoriza a ação como "operação complexa". Segundo ele, serão necessárias "diversas unidades especializadas da Polícia Militar, como batalhão de choque, centro de inteligência, batalhões de ações especiais de polícia, além de integração e colaboração de todos os órgãos civis do município".

DGABC

Em vídeo pelas redes sociais, o grupo de invasores comentou que "a Prefeitura tem que escutar o movimento de mulheres senão uma carnificina vai acontecer aqui às vésperas do 8 de março (Dia Internacional das Mulheres)." Segundo o movimento, o prazo de 30 dias é considerado "uma vitória das mulheres trabalhadoras de São Caetano e todo Grande ABC".

Por nota à equipe de reportagem, a SSP-SP (Secretaria de Segurança Pública de São Paulo) fez votos de que as "as providências necessárias sejam adotadas e o apoio à ação judicial seja realizado de forma adequada". De acordo com o órgão, na terça-feira (18), de fato, a situação foi avaliada "como de grande complexidade, exigindo planejamento específico, mobilização de efetivo especializado e coordenação entre diversas unidades operacionais da corporação".

HISTÓRICO

A invasão foi batizada de Casa Alceri Gomes pelo Movimento Olga Benário. Conforme reportagem do Diário, a propriedade pertence a um aposentado de 87 anos, Manuel Afonso, que afirmou que, assim que retomar a posse do edifício, pretende concluir a construção iniciada pelo filho, Claudio Marcos Afonso, assassinado aos 29 anos com um tiro na cabeça em 2020.  

Os invasores defendem que tomaram o espaço para uso social e querem uma negociação com a Prefeitura de São Caetano. Entre as exigências estão a criação de uma Delegacia de Defesa da Mulher 24 horas, o retorno da cidade ao Consórcio Intermunicipal e medidas contra a violência.

*Reportagem atualizada às 14h57. 




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