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‘Gato’ de energia é denunciado por dono de prédio invadido

Enel vai realizar perícia para verificar se foi feita ligação irregular em imóvel no bairro Cerâmica

06/02/2025 | 08:46
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FOTO: Celso Luiz/DGABC
FOTO: Celso Luiz/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra


Um Boletim de Ocorrência contra os invasores de um prédio particular abandonado no bairro Cerâmica, em São Caetano, deve trazer a concessionária de energia Enel para investigação hoje na Rua José Benedetti. Segundo contou à polícia Manuel Afonso, 87 anos, proprietário do imóvel, o Movimento de Mulher Olga Benário garante força e luz, desde novembro, graças ao furto de energia elétrica da rede de distribuição que passa em frente ao edifício.

A questão foi apresentada ontem no 2º Distrito Policial da cidade. Por meio do advogado Mateus Magarotto, Afonso também realizou uma representação criminal que reivindica a reintegração de posse do imóvel. Por determinação do Poder Judiciário, o grupo de invasores tem até a próxima quarta-feira (12) para desocupar o endereço, estando autorizado o uso de força policial em caso de resistência.

Isabella Leal, que se apresenta como uma das líderes das invasoras, foi questionada sobre o furto de energia, mas ela tergiversou ao responder à equipe de reportagem do Diário. “A prefeitura não se importa nem em abastecer as mulheres vítimas de violência”, limitou-se a ativista. O imóvel foi todo pichado.

DGABC

PROTESTO

Um ato contra a ordem de desocupação do prédio foi promovida ontem, quando 27 integrantes do movimento cruzaram as ruas do bairro, com gritos de ordem e panfletagem, em direção ao Palácio da Cerâmica, sede do Executivo. 

Ao chegar à Prefeitura, o grupo parou na Avenida Fernando Simonsen.Tropa da Romu (Ronda Ostensiva Municipal, grupo especializado da Guarda Civil Municipal) bloqueou o acesso. Os manifestantes se concentraram nas imediações do Espaço Verde Chico Mendes, prejudicando o trânsito.

Em discurso, as organizadoras do protesto Roseli Simões e Isabella Leal acusaram o prefeito Tite Campanella (PL) de omissão. “Ele se recusa a dar uma resposta às mulheres. Não estamos apegados àquelas paredes em si, queremos apenas uma casa para tocar o movimento. E por isso gritamos hoje que, se a cidade não tiver Casa Abrigo, faremos ocupação. São Caetano precisa de uma Delegacia da Mulher que funcione 24 horas e precisa voltar ao Consórcio (Intermunicipal do Grande ABC)”, declararam. O município deixou o colegiado em 2023, quando era administrado por José Auricchio Júnior (PSD). Os invasores programam um novo ato, com maior participação de simpatizantes.

A gestão Tite Campanella afirmou ao Diário que não foi procurada pelo movimento solicitando audiência. O governo afirmou que investe em políticas de proteção e valorização das mulheres.

Entre os projetos apontados, está a Sala Lilás, que funciona na delegacia sede da cidade para atendimento de melhores além do expediente da DDM, de segunda a sexta-feira, das 9h às 19h. Citou ainda a existência do Caism (Centro de Atenção Integrada à Saúde da Mulher) e do Cream (Centro de Referência Especializado em Assistência à Mulher).

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