Alerta Região não registrou nenhum óbito em 2025; cidades contabilizam 177 notificações
Divulgação/Governo de São Paulo

A Secretaria estadual da Saúde investiga uma morte por dengue em Santo André. A suspeita de óbito é a primeira registrada na região em 2025 – até o momento, o Estado contabiliza 25 óbitos em decorrência da doença no ano, segundo dados do Painel de Arboviroses de Dengue do governo. Questionado, o Paço andreense afirmou que a morte em investigação ocorreu no dia 28 de janeiro e a vítima era uma idosa de 73 anos.
Em 2024, o Grande ABC registrou 65 mortes e 59 mil notificações. Apesar de não registrar óbitos, as sete cidades contabilizam neste início de ano 177 casos confirmados, sendo 67 apenas no município andreense. Outras 547 notificações de dengue na região estão sendo investigadas pela secretaria estadual. Em São Paulo, são 54.026 ocorrências confirmadas e 62.594 suspeitas. (Veja dados na tabela abaixo)
No dia 25 de janeiro, as prefeituras do Grande ABC iniciaram campanhas de combate a dengue, com ações de conscientização e medidas para evitar a proliferação do Aedes aegypti, principal transmissor dos vírus da dengue, chikungunya, zika e febre amarela urbana.
Entre as medidas adotadas pelos municípios estão: conscientização da população por meio de visitas domiciliares e outras estratégias; monitoramento de pontos estratégicos que possuem grande quantidade de recipientes e que podem acumular água e servir de criadouro para o mosquito; monitoramento de imóveis públicos; bloqueio de casos suspeitos ou confirmados; avaliação de densidade larvária; nebulização; e bloqueio de criadouros, entre outras ações.
Para reforçar as ações promovidas pelos municípios, o governo estadual anunciou no último dia 23 o repasse de R$ 228 milhões para as cidades paulistas no enfrentamento das arboviroses. Juntas, as sete cidades vão receber R$ 14,2 milhões, sendo R$ 7,1 milhões exclusivamente para o enfrentamento da dengue, enquanto o restante será direcionado ao combate de outras doenças.
Segundo o Ministério da Saúde, os casos de dengue aumentam consideravelmente durante o verão por conta da alta incidência de chuvas. “O acúmulo de água faz com que a proliferação do mosquito Aedes aegypti se intensifique. Somado ao calor intenso, o ambiente fica ainda mais propício para que os ovos colocados pelas fêmeas eclodam e deem origem a milhares de novos mosquitos”, destacou o órgão.

SINTOMAS
Entre os principais sintomas da dengue estão febre alta, geralmente acima de 38°C, dor atrás dos olhos, dores musculares e articulares, manchas vermelhas na pele, náuseas e vômitos, além de cansaço extremo. A recomendação é procurar atendimento médico aos primeiros sinais.
A Secretaria de Saúde esclarece que a doença pode levar à morte, especialmente quando evolui para formas graves da doença, conhecida anteriormente como dengue hemorrágica ou síndrome de choque da dengue. “Embora o sangramento nem sempre esteja presente nas formas graves, podem ocorrer disfunções graves em órgãos e choque, aumentando o risco de morte”, destacou a Pasta.
PREVENÇÃO
Uma das estratégias para combater a crescente contaminação de casos é a vacinação. Na região, a imunização começou em junho do ano passado e está disponível em duas doses para crianças e adolescentes de 10 a 14 anos.
Outras formas de prevenir a proliferação do mosquito são: evitar água parada; tampar bem as caixas d’água; higienizar recipientes com frequência, evitar água em pratos de plantas, cuidar das calhas da casa, descartar o lixo de forma adequada e receber os agentes de saúde.
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