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Celular na escola: equilibrar ou proibir?

Marcos Pegoraro
02/02/2025 | 09:41
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Acompanho atento as discussões, depois que o projeto de lei que regulamenta a utilização de aparelhos eletrônicos portáteis, incluindo celulares, por estudantes nos estabelecimentos de ensino público e privado da educação básica, foi sancionado pelo presidente Lula. De acordo com a Lei 15.100/2025, fica proibido o uso de aparelhos eletrônicos portáteis pessoais durante aulas, recreios e intervalos, isso em todas as etapas da educação básica, que no Brasil vai do período da creche ao ensino médio.

Apesar de a legislação não vedar o uso desses dispositivos para fins pedagógicos, penso ser necessário uma análise mais abrangente, especialmente para evitar radicalismo. Podemos elencar, ainda, os motivos que levaram o Legislativo e, na sequência, o Executivo a tomar tal decisão. Uma decisão respaldada por especialistas educacionais que relatam os prejuízos pedagógicos que o celular trouxe ao ambiente escolar. 

E se me permitem, reforço três deles: 1) se estamos pensando em aprendizado, que conteúdo a rede social entrega? Acho que só distração; 2) a inteligência artificial, como o ChatGPT, ajuda e muito se o objetivo é o resultado, mas se o objetivo for aprender, este tipo de recurso dificilmente será útil, já que se o aluno nos entrega o resultado não nos importamos muito em saber o passo a passo de como ele chegou ao resultado; e 3) por fim, pensem nos males que a ansiedade pela mensagem recebida e não lida provoca, ou por saber se o post teve ou não likes e visualizações. 

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Mas façamos uma reflexão rápida sobre como chegamos até aqui: o mundo mudou e o uso da tecnologia não é mais apenas uma opção, é uma necessidade. O que precisamos é promover o uso consciente e equilibrado. Por isso, chamo a atenção para que a necessidade de inovação do setor educacional não fique em stand by após a nova legislação. É preciso que as escolas entendam e saibam dissociar ao ponto de não interromperem os investimentos nas soluções de automação, o que é extremamente necessário no contexto digital no qual vivemos, afinal estamos falando de gerações que precisam de ferramentas online para que se sintam parte da escola quando não estão nela. O fato é que tudo isso nada depende do uso do celular, por parte dos alunos, dentro do ambiente escolar. 

As ferramentas desenvolvidas auxiliam as instituições a se digitalizarem de maneira rápida e com menos custos, sempre acompanhando as tendências do mercado e as demandas da sociedade. E sempre com equilíbrio. 

Marcos Pegoraro é especialista em Tecnologia da Informação e CEO da F10 Software.




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