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Em 2024, importação de veículo sobe 141%

Crescimento foi embalado pelo segmento de eletrificados, no melhor resultado desde 2014

22/01/2025 | 08:38
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FOTO: André Henriques/DGABC
FOTO: André Henriques/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra


O Brasil computou crescimento de 141,1% no número de carros importados em 2024, com destaque para a chegada de veículos eletrificados. Os números foram divulgados ontem pela Abeifa (Associação Brasileira das Empresas Importadoras e Fabricantes de Veículos Automotores), que possui dez marcas filiadas. 

No acumulado de 2024, o total de importados somou 104.729 unidades, 141,1% mais em relação ao ano anterior, quando foram emplacadas 43.431 exemplares. E os veículos eletrificados dominaram o cenário no período de janeiro a dezembro: 94.930 importados, que representam 53,2% do mercado total. Foi o melhor resultado desde 2014, quanto entraram no País 93.685 carros.

Na divisão por marca ficou evidente o domínio da chinesa BYD, que importou 76.810 unidades, contra 8.632 da Volvo, em segundo lugar, e 6.237 da Porsche, em terceiro.

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“Em janeiro de 2024, os veículos elétricos passaram a absorver alíquota do imposto de importação de 10%, os plug-in de 12% e os híbridos de 15%. Depois em julho, essas alíquotas passaram a ser, respectivamente, de 18%, 20% e 25%. De outro lado, na segunda quinzena de março, o dólar bateu acima dos R$ 5 e, no penúltimo dia de novembro, ultrapassou a barreira dos R$ 6. Ainda assim, as associadas à entidade conseguiram chegar às 103.091 unidades importadas comercializadas, com desempenho positivo de seis das dez marcas filiadas”, analisa Marcelo Godoy, presidente da Abeifa.

Somadas as 1.638 unidades de produção local, as associadas à Abeifa registraram total no ano de 2024 de quase 105 mil unidades, o que representou 4,2% de marketshare do mercado interno brasileiro – 2.484.721. “Trata-se de um porcentual muito salutar aos consumidores e ao setor automotivo brasileiro porque a presença de veículos importados, com suas tecnologias up-to-date, beneficiam os compradores e incentivam os fabricantes locais no processo de atualização de seus produtos”, argumenta Godoy, para quem o marketshare das associadas à Abeifa no segmento de eletrificados, de 53,2%, traduz a preferência dos consumidores por novas tecnologias.

“Por conta desse cenário”, conclui Godoy, “o futuro próximo do setor de importação veicular ainda está incerto. Mas arrisco a dizer que podemos prever um crescimento de 5% em 2025, alicerçado em bases factíveis como o aumento expressivo de novos produtos, recheados de novas tecnologias.” 




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