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O encerramento dos mandatos de Paulo Serra (PSDB), Orlando Morando (sem partido) e José Auricchio Júnior (PSD), marcados por expressiva aprovação popular, evidencia um paradoxo na gestão pública do Grande ABC. Apesar do respaldo dos munícipes, as administrações não conseguiram transformar a popularidade em pressão política para garantir maior atenção do Estado e da União à região. Essa limitação é fruto de atuação isolada, que deixou de lado a cooperação intermunicipal em prol de interesses coletivos. A falta de coordenação política entre lideranças locais ilustra como disputas partidárias podem prejudicar a capacidade de influência em instâncias superiores de governo.
A atuação desarticulada desses gestores – respectivamente em Santo André, São Bernardo e São Caetano – impediu que o Grande ABC obtivesse avanços proporcionais à relevância econômica e social da região nos últimos oito anos. Iniciativas que poderiam ter sido unificadas, como pleitos por investimentos em infraestrutura e melhorias no transporte, ficaram limitadas ao escopo individual de cada cidade. Essa fragmentação contrasta com o potencial de impacto que uma ação conjunta poderia ter produzido. O exemplo de outras regiões metropolitanas do País demonstra que a união entre lideranças locais é essencial para fortalecer a capacidade de negociação junto aos governos estadual e federal.
Os futuros prefeitos do Grande ABC, recentemente diplomados e que se preparam para a posse em 1º de janeiro, têm a oportunidade de reverter esse cenário e adotar uma postura mais colaborativa. A integração de agendas, o fortalecimento do Consórcio Intermunicipal e a busca por soluções regionais são caminhos para potencializar o desenvolvimento do bloco. Ao aprender com os erros de seus antecessores, essas novas gestões podem promover um ciclo de cooperação que beneficie toda a população. A união de esforços, ao invés de disputas individuais, não só amplia a força política do Grande ABC, como também consolida a região como exemplo de gestão integrada no Brasil.
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