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Policiais da região reforçam operação contra ‘máfia’ da metanfetamina

Após seis meses de investigação, Denarc deflagrou operação contra produtores da droga sintética em SP; polícia cumpre 60 mandados de prisão

Thainá Lana
17/12/2024 | 15:41
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Divulgação/Denarc

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Matéria atualizada às 19h06

Após seis meses de investigação, o Denarc (Departamento Estadual de Prevenção e Repressão ao Narcotráfico) deflagrou na manhã desta terça-feira (17) uma das maiores operações do País contra ‘máfia’ envolvida na produção de metanfetamina, droga sintética popularmente conhecida como ‘cristal’. Cerca de 300 policiais civis, entre agentes das seccionais do Grande ABC, participaram da ação.

No total, foram cumpridos 60 mandados de prisão e 101 ordens judiciais de busca e apreensão na área central da Capital e em outros dois municípios da Região Metropolitana, em Itapecerica da Serra e Guarulhos. De acordo com resultado parcial divulgado até o início da tarde de ontem, 20 suspeitos acabaram presos e foram apreendidas drogas (metanfetamina, cocaína e maconha), armas de fogo, documentos, veículos de luxo e utensílios utilizados para fabricação de drogas.

De acordo com o Denarc, entre os alvos estão 32 chineses, 17 brasileiros, quatro nigerianos, quatro mexicanos, dois portugueses e um colombiano. Denominada Operação Heisenberg, o nome faz alusão a um personagem de uma série de TV que criou um império de metanfetamina.

A SSP (Secretaria de Segurança Pública de São Paulo) informou que o valor do grama do entorpecente, considerado raro no Brasil, é avaliado em R$ 500. “Porém, com o avanço dessa rede criminosa, sendo a maioria dos integrantes estrangeiros, e com a inserção de outros tipos de substâncias na droga, o valor diminuiu e passou a alcançar um público maior, o que preocupou as autoridades”, relatou a Pasta.

O delegado Fernando Santiago, responsável pela operação, explicou que hoje é possível achar a grama da droga sintética por R$ 150 ou até R$ 60, devido a inserção de outros tipos de substâncias.

Em um dos endereços foram encontradas sete mulheres de nacionalidade chinesa, possivelmente vítimas de tráfico de pessoas para fins sexuais. As equipes acionaram um intérprete do Consulado da China, em São Paulo, para facilitar a comunicação com elas, informou o Diretor do Denarc, Ronaldo Sayeg. 

“Conforme as investigações, o bando-alvo da operação, formado na maioria por estrangeiros, tinha participação de integrantes de facção criminosa atuante no Brasil”, disse a SSP.

HISTÓRICO

Essa foi a segunda fase da Operação Heisenberg. A primeira etapa ocorreu em junho deste ano, quando seis pessoas acabaram presas com dois quilos de metanfetamina e foi encontrado um laboratório de metanfetamina.

“A continuidade das investigações levou os agentes do Denarc a descobrir as ramificações da quadrilha. Os envolvidos são investigados pela produção, distribuição e comercialização do estimulante sintético a partir de São Paulo”, complementou a SSP. 

Além do Denarc, a operação tem o apoio de policiais do Dope (Departamento de Operações Policiais Estratégicas), do DHPP (Departamento Estadual de Homicídios e de Proteção à Pessoa) e do Demacro (Departamento de Polícia Judiciária da Macro São Paulo).




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