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Urgência de rever o que não é urgente
Fabiano Gonçalves Guimarães
11/11/2024 | 08:42
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Gilmar

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É fim de ano e a urgência de realizar tudo o que ainda não foi executado ao longo dos meses, começa a aparecer. Acúmulos de tarefas do trabalho, metas pessoais que ficaram para trás, sonhos adormecidos e que voltam a aparecer, muitas vezes nos pressionando a serem realizados. 

Aqui, trago um alerta importante: vá com calma! O estresse acumulativo pelas demandas e até mesmo por pressão própria (e até causada pelos outros) pode ser perigoso para a nossa saúde em diversos âmbitos: física, emocional e mental. Possivelmente, você já leu ou até ouviu indicações a respeito do aumento de sobrecarga, mas esse discurso realmente merece uma atenção. 

Sintomas como dores de cabeça e no corpo, fadiga, palpitações, sem motivo físico aparente podem indicar que é hora de rever como está sua agenda neste momento. Na maioria das vezes, a cobrança interna de terminar o ano com a agenda zerada nos causa mais danos do que aquele prazer momentâneo em ver uma lista de tarefas concluídas, seja de trabalho, seja de metas pessoais. 

O senso de urgência que a tecnologia trouxe para as nossas vidas adicionou que estamos on-line o tempo todo. É difícil controlar a sensação de estar disponível sendo que as notificações não param de chegar, a quaisquer hora, lugar e momento.

A dica fundamental aqui é entender o que é prioridade. Já pensou em fazer uma lista de tudo o que precisa ser feito a partir do momento desta leitura até o ano novo? Ter as tarefas listadas a curto, médio e longos prazos, visualmente nos indica que nem tudo é para hoje. 

Em tempos em que o auto-cuidado é tão exaltado e pouco praticado, em momentos de acúmulos de tarefas e daquele “não sei por onde começar”, faça exercícios de respiração. Corpo e mente funcionam interligados - um não é nada sem o outro. O desacelerar, na maioria das vezes, nos dá a impressão de improdutividade, mas é nessas pausas, mais que necessárias, que conseguimos nos organizar e ter entendimento do que é urgente e daquilo que pode ficar para amanhã, semana que vem e por que não, para o próximo ano? 

E se você parou para ler essa coluna, possivelmente está passando por um momento de sobrecarga ou até conhece alguém que está. A qualquer situação de desconforto físico, mesmo que a causa seja mental, não deixe de buscar ajuda profissional médica e/ou psicológica. 

É preciso estar bem para seguir com a vida e quanto mais soubermos lidar e organizar a nossa rotina, melhor iremos vivê-la. Aproveito para desejar um ótimo fim de ano para você! 

Fabiano Gonçalves Guimarães é presidente da Sociedade Brasileira de Medicina de Família e Comunidade




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