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Incerteza reina na fábrica de tintas da Basf em São Bernardo

Trabalhadores da unidade temem perda de emprego após abertura de processo de venda

Gabriel Gadelha
Especial para o Diário
01/10/2024 | 22:15
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FOTO: Celso Luiz/DGABC

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A abertura do processo de venda da fábrica de tintas Suvinil e Glasu! pela Basf pegou de surpresa os trabalhadores da unidade de São Bernardo. Sem conhecerem detalhes sobre prazos ou valores envolvidos na transação, o clima de incerteza se instalou entre os funcionários, que agora aguardam definições sobre o futuro dos seus empregos. 

A possível troca de dono da unidade é tema recorrente nas rodas de conversa entre trabalhadores na porta da empresa. Uma assembleia foi convocada pelo Sindicato dos Químicos do ABC para esta quarta-feira. A intenção é discutir medidas para a preservação dos postos de trabalho e outras questões.

“Ninguém estava esperando. Todo mundo foi pego de surpresa. Apenas avisaram, e não sabemos como vai ficar agora. Vamos esperar a assembleia desta quarta para definir tudo certinho”, afirmou um funcionário que pediu para não ser identificado.

A preocupação com o futuro incerto foi manifestada por outro funcionário. Ele revelou apreensão em relação à troca de donos da empresa. “Toda mudança gera medo e receio. Temos de aguardar para saber o que vai acontecer. Não sabemos se a empresa que for a nova dona irá terceirizar ou algo do tipo”, disse. 

Ele acrescentou que, apesar das tentativas da Basf de acalmar os trabalhadores, ainda pairam dúvidas sobre o que está por vir. “Não é possível cravar nada, tudo está incerto. Por mais que a empresa queira passar tranquilidade, não temos como saber. Não sabemos se virá uma empresa será americana ou japonesa. Porque a instituição alemã tem as diretrizes dela que são diferentes das outras. A grande dúvida é o futuro, o que ele irá trazer para todos”, pontuou.

RÁDIO PEÃO

Outro colaborador mencionou que a incerteza domina as conversas internas, especialmente as que são ‘transmitidas pela “rádio peão, termo popular entre trabalhadores para descrever a circulação informal de boatos. “Não sabemos quem vai comprar. Existe o medo de que a nova empresa que entrar pode nos pagar menos, por exemplo”, disse.

Em seu comunicado oficial sobre o ‘desinvestimento’ nas duas marcas, a Basf afirma que o processo não “não trará impactos imediatos para colaboradores ou clientes”. 

Em São Bernardo trabalham cerca de 800 pessoas. Em Jaboatão dos Guararapes, no Pernambuco, são mais 150 trabalhadores.

A Prefeitura de São Bernardo foi procurada, mas não se pronunciou sobre a impacto das negociações no município.




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