Deputado estadual critica ausências de São Bernardo e São Caetano no colegiado e alega que precisa haver cobrança da sociedade civil
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Com as saídas de São Bernardo e São Caetano do Consórcio Intermunicipal do Grande ABC prestes a completar dois anos – a dissidência ocorreu no início do ano passado –, o deputado estadual Teonilio Barba (PT) cobrou os respectivos prefeitos, Orlando Morando (PSDB) e José Auricchio Júnior (PSD), a reintegrar os municípios ao colegiado. Em entrevista concedida nesta quarta-feira à noite ao podcast Política em Cena, do Diário, o parlamentar criticou a atitude dos dois chefes dos Executivos.
“Falta vontade política aos prefeitos para voltar ao Consórcio. Os prefeitos não podem ter vaidade, (pensar que) ‘só porque não gosto de um ou de outro vou sair’. Não pode ser assim. O Consórcio é um instrumento da sociedade, de mais ou menos três milhões de pessoas que vivem na região. O Grande ABC deve ser o quarto ou quinto faturamento do país”, declarou.
Sem as sete cidades juntas, segundo Barba, a entidade enfrenta dificuldades ao elaborar políticas públicas e obter recursos para a região. “Tem de haver um pacto entre os prefeitos. Não tem problema eles brigarem entre si, mas o pacto para defender os interesses do Grande ABC é uma responsabilidade de todos os prefeitos”, afirmou. <EM>
Barba acredita que a volta das duas cidades ao Consórcio não tem de ser uma demanda apenas do colegiado, mas também de todos os setores da sociedade.
“Tem de haver cobrança da sociedade civil organizada, das associações comerciais, universidades, dos nossos polos científicos de conhecimento, dos polos empresariais, enfim. Há muita gente que pode ajudar a forçar a barra para que os sete prefeitos atuem de maneira unificada em defesa da região”, sustentou.
Fora do colegiado, São Bernardo e São Caetano têm deixado de receber recursos captados pela entidade, além de gastar mais com serviços ofertados pelo colegiado por valores inferiores. É o caso do convênio firmado entre os municípios e o governo do Estado para o programa Casa da Mulher, que custa R$ 50 mil por vaga – o serviço oferece 20 vagas. No Casa Abrigo, do Consórcio, o custo é de R$ 25 mil por vaga ao ano – são ofertadas 40 vagas sob custo total de R$ 1 milhão ao ano.
GRATUIDADE
Barba também destacou a sanção, pelo governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), de projeto de sua autoria que dá gratuidade à emissão de segundas vias de documentos danificados ou extraviados em catástrofes naturais. “Não é justo onerar ainda mais o cidadão, que já teve grande perda, com inundações ou queimadas”, afirmou.
A entrevista completa com Teonilio Barba pode ser conferida nos canais de transmissão do Diário.
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