Inflação registrada pelos estabelecimentos no Estado ficou em 0,80% em junho, contra 0,23% do mês anterior
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A inflação nos supermercados foi de 0,80% em junho, ante 0,27% do mês anterior. Leite e carnes, produtos essenciais da cesta de consumo, foram os principais responsáveis pela alta.
O IPS (Índice de Preços dos Supermercados), calculado pela Apas (Associação Paulista de Supermercados) em parceria com a Fipe (Fundação Instituto de Pesquisas), foi divulgado nesta quinta-feira (25). Com o resultado de junho, o indicador acumula alta de 3,23% no ano, enquanto em 12 meses, o índice, que ainda traz o efeito desinflacionário do segundo semestre de 2023, aponta alta de 2,61%.
Para o segundo semestre deste ano, a Apas estima que o IPS continue em ascensão, especialmente entre os meses de julho a setembro, motivado por fatores como câmbio e alterações climáticas. Considerando esses tópicos e os seus impactos diretos sobre a produção, a distribuição e o consumo das famílias, a Apas reajustou sua projeção de inflação nos supermercados para o ano de 2024, fixando-a em 5,5%. O cenário projetado considera tanto os efeitos do mercado doméstico quanto os impactos provenientes do setor externo.
No âmbito interno, os pontos de maior atenção decorrem da esfera política e dos efeitos climáticos. Os ruídos na comunicação entre o chefe do Poder Executivo, ministros do governo e o presidente do Banco Central têm gerado impacto sobre a taxa de câmbio.
No que se refere à política monetária, o Comitê de Política Monetária do Banco Central indica maior cautela com a tendência inflacionária tanto em função dos rumos da política fiscal, quanto do curso da política monetária nos Estados Unidos e Europa.
No cenário internacional, a atenção dos agentes econômicos tem se dividido entre a reorganização econômica e estratégica no Oriente e as eleições no Ocidente, principalmente nos Estados Unidos.
A categoria de produtos semielaborados registrou alta de 1,55% em junho, com esse resultado a categoria acumula inflação de 5,94% no ano. O aumento apurado em junho foi resultado da elevação de preços ao consumidor final, especialmente, do leite e da carne bovina, que variaram 6,98% e 0,46%, respectivamente. Enquanto essas subcategorias de produtos registraram alta, o preço do frango recuou -0,64%, e a carne suína (0,04%) e os cereais (0,02%) ficaram relativamente estáveis.
Com o resultado de junho, as subcategorias que compõem o grupo de semielaborados acumulam variação no ano na ordem, no acumulado dos últimos 12 meses: -8,56% (carne bovina), -2,40% (carne suína), 0,83% (pescados), 4,0% (leite), 12,21% (cereais) e 14,50% (aves).
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