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Quase dois meses depois de lançar sua pré-candidatura à Prefeitura de São Caetano e alfinetar o atual chefe do Executivo, José Auricchio Júnior (PSD), Eduardo Vidoski (PRD) anunciou a retirada da disputa pelo Palácio da Cerâmica para apoiar o governista Tite Campanella (PL) na corrida eleitoral.
Embora já houvesse boatos que davam conta de que Vidoski poderia abrir mão da disputa pela sucessão de Auricchio, chamou atenção o fato de ele rapidamente se aliar ao nome indicado pelo prefeito. Isso porque, em entrevista concedida ao Diário no início de maio, Eduardo mandou algumas indiretas ao pessedista, indicando que o chefe do Executivo agia com autoritarismo em determinadas situações.
“Sou uma pessoa da conversa olho no olho. Eu dialogo com todo mundo, independentemente de ser situação ou oposição”, declarou Vidoski na ocasião, em uma indireta a Auricchio.
Irmão de Eduardo, o vereador Beto Vidoski (PRD) também participou da entrevista e disse que o anúncio da pré-candidatura de Tite, feito por Auricchio em 5 de abril, causou mal-estar entre os parlamentares na Câmara, pois impediu eventual reorganização de forças entre as siglas aliadas. “O PSD ficou com seis cadeiras. Vai reeleger os seis?”, questionou o legislador.
Ao responder a questionamento sobre eventual aliança, Eduardo cravou que não abriria mão da pré-candidatura para apoiar Tite. “Por que você diz ‘caso’ eu mantenha a candidatura? Eu vou manter”, garantiu.
Beto foi ainda mais incisivo sobre a seriedade da pré-candidatura a prefeito do irmão. Ele negou que o PRD fosse um “balcão de negócios, assim como era o PSDB em São Caetano” antes de ele chegar. “Todo mundo sabia antecipadamente que a candidatura iria ser vendida”, disse o vereador.
Como justificativa para abdicar da pré-candidatura, Eduardo Vidoski disse que “houve um problema de agenda” com suas empresas, o que o impediu de conciliar a campanha com as atividades como empresário. “Em respeito ao partido, retiro a pré-candidatura”, disse.
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