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Paulo Serra quer saber quem pôs ‘fake news’ para circular na rede

Prefeito de Santo André pede investigação ao WhatsApp na busca por autor de notícia falsa

Artur Rodrigues
16/06/2024 | 09:13
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FOTO: Reprodução

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O prefeito de Santo André, Paulo Serra (PSDB), procurou a Polícia Civil para registrar boletim de ocorrência por injúria. Mensagens em massa distribuídas pelo WhatsApp o chamam de ‘Pinóquio’ e o acusam de ter divulgado “pesquisa falsa” para beneficiar o nome governista à sucessão, Gilvan Júnior (PSDB). O chefe do Executivo se diz vítima de fake news.

“Ainda não dá para acusar, mas existem muitos indícios de que as mensagens partiram de campanhas que têm gabinete do ódio constituído para nos atacar. O pior é que não têm coragem para fazer isso publicamente, então fazem nos porões da política”, disse Paulo Serra ao Diário. “Ser vítima de fake news é sempre desagradável. Tenho muita confiança na Justiça de que os responsáveis, ou irresponsáveis, por isso acabarão sendo identificados”, completou o prefeito, dizendo que vai até as últimas consequências para exigir que os culpados sejam punidos.

Advogado do prefeito e do PSDB, Leandro Petrin explicou que a polícia deve acionar a Meta, empresa norte-americana dona do WhatsApp, para tentar chegar ao aparelho celular de onde partiu a primeira das mensagens. Descoberto o autor, a ideia é processá-lo por injúria, caracterizada por xingamento que atinja a dignidade, honra e moral da vítima.

Petrin também esclareceu que se ficar comprovado que as mensagens foram patrocinadas por algum candidato ou coligação, o que é proibido pela legislação brasileira, o PSDB pretende ingressar com uma ação de investigação judicial eleitoral contra o responsável. Eventual condenação pode resultar na cassação do registro da candidatura.

A peça que circulou no WhatsApp acusa Serra de divulgar “pesquisa falsa” e chama o prefeito de “Pinóquio”, referência ao personagem infantil cujo nariz crescia ao mentir. A mensagem é acompanhada de imagem manipulada do rosto do tucano, com a assinatura “Mobiliza 22”, a mesma utilizada pela pré-campanha à Prefeitura encabeçada pelo vice Luiz Zacarias (PL), que rompeu com o Paço.

O material distribuído pelo WhatsApp é idêntico ao publicado em rede social, na quarta-feira, pelo vereador Lucas Zacarias (PL), filho de Luiz Zacarias. A pesquisa mencionada saiu no jornal ABC Repórter, mas sua divulgação foi posteriormente vetada pela Justiça, por inconsistência nos dados. A equipe do Diáriotentou ouvir a dupla liberal sobre o assunto, mas nenhum dos dois respondeu às mensagens.

Petrin, que além de advogado é cotado para ocupar a vaga de vice na chapa a ser encabeçada por Gilvan, disse ontem ao jornal que não gostaria de fazer qualquer insinuação sobre a origem das mensagens. “Não quero antecipar nenhum juízo de valor. Se eventualmente for trabalho de algum pré-candidato, ele que arque com as consequências jurídicas deste ato.”

A Polícia Civil tem prazo de 60 dias para concluir as investigações, mas Petrin acredita que possa terminar antes. Caso haja algum pré-candidato envolvido, explicou o advogado, é preciso que ele registre a sua candidatura na Justiça Eleitoral para que, então, seja acionado para responder pela eventual infração, mesmo que a irregularidade tenha sido cometida antes.




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