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Câmara vota moção de apoio a jornalista do ‘Diário’ censurada

Camila Pergentino foi impedida de fazer perguntas pelo prefeito de S.Caetano, José Auricchio Júnior

Wilson Guardia
11/06/2024 | 10:43
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FOTO: Claudinei Plaza/DGABC


 Por iniciativa da vereadora Cida Maia (PT), a Câmara de Mauá vota hoje moção de apoio à jornalista do Diário Camila Pergentino. A profissional, no exercício de sua função, durante coletiva de imprensa no dia 29 de maio, foi censurada pelo prefeito de São Caetano, José Auricchio Júnior (PSD), que a impediu de fazer uma pergunta à ex-secretária de Saúde Regina Maura Zetone, pré-candidata à vice-prefeita. 

Na ocasião, o chefe do Executivo não deixou a repórter concluir o questionamento e ainda impediu sua ex-subordinada de responder. “Seu veículo não é bem-vindo. Pergunta sua não vai ser respondida”, interveio o mandatário. O deputado estadual Thiago Auricchio (PL), autor do Código Paulista de Defesa da Mulher, que acompanhou o ato ao lado do pai, não se manifestou ou endossou apoio à repórter.

A moção também se estende à vereadora de São Caetano Bruna Biondi (Psol). A parlamentar também foi alvo do destempero de Auricchio – que, em ataque misógino, chamou a psolista de “tchutchuca”. A fala machista e de menosprezo à figura feminina ocorreu durante audiência pública no Bairro Olímpico. O prefeito, por sua vez, dias após ocorrido, interpelado por um morador durante prestação de contas, foi chamado de “tchutchuco” e não gostou, pediu respeito ao considerar o termo ofensivo.

Estes ataques às mulheres fizeram suscitar em Cida Maia a motivação para apoiar as duas vítimas de Auricchio. “A atitude do representante do Poder Executivo de São Caetano e daqueles que compactuam do mesmo pensamento deve ser repudiada, visto que a maioria da população é composta por mulheres e já está mais do que na hora de a população feminina ser respeitada, ter voz e ser representada por outras mulheres à frente do Poder Executivo e Legislativo, pondo fim à desigualdade de gêneros”, justificou a vereadora de Mauá.

“Eu me sinto lisonjeada por esse apoio em uma situação de misoginia e censura. Essa rede que se formou me fortalece para que eu continue cumprindo meu papel como repórter. Fazer jornalismo é divulgar tudo aquilo que não querem que seja publicado”, discorreu Camila.




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