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Auricchio migra para o PSD e finaliza desmonte do PSDB

Além do prefeito de São Caetano, cinco vereadores que formavam a maior bancada da Câmara deixaram a sigla, que agora não tem mais eleitos

Wilson Guardia
08/06/2024 | 08:51
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FOTO: Reprodução

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O prefeito de São Caetano, José Auricchio Júnior, bateu asas e concretizou o desmonte do PSDB na cidade ao migrar para o PSD, agremiação presidida nacionalmente pelo secretário de Governo e Relações Institucionais do Estado de São Paulo, Gilberto Kassab. A mudança já era esperada e ocorreu na noite de quinta-feira. Pré-candidato governista à sucessão, o vereador Tite Campanella (PL) não esteve presente ao ato.

Com a desfiliação do chefe do Executivo são-caetanense dos quadros da social democracia brasileira, o partido fica sem nenhum representante eleito na cidade. “Momento de oxigenação”, declarou o ex-tucano. Esta é a terceira vez que Auricchio troca de partido.

Charly Farid Cury, presidente municipal do PSDB de São Caetano, foi procurado para comentar o desmonte no partido e, em resposta ao Diário, minimizou qualquer animosidade com o ex-filiado. “Em política não cabe mágoa. Cada um procura seu melhor espaço. Temos filiados, que são fundadores (do partido), de grande valia.”

Durante a solenidade de filiação, Auricchio teve a ficha abonada por Kassab, político que considera amigo de longa data, além dos correligionários e vereadores Professor Ródnei, Pio Mielo, Thai Spinello, Daniel Córdoba e César Oliva, e da ex-secretária de Saúde Regina Maura Zetone, pré-candidata a vice-prefeita. Também levou a tira-colo o filho e deputado estadual Thiago Auricchio (PL).

Apesar de o ato reunir parte de seu grupo político, Tite foi solenemente esquecido e nenhuma menção a ele foi feita. Fonte ouvida pelo Diário assegurou que o nome do pré-candidato a prefeito não foi mencionado uma única vez nem pelo cerimonial nem por quem fez uso da palavra.

INFIEL

Eleito pela primeira vez após atuação do ex-triprefeito Luiz Olinto Tortorello (morto em 17 de dezembro de 2004), Auricchio assumiu o mandato e, quatro anos depois, foi reeleito pelo PTB. Chegou a presidir o partido e, nos anos em que esteve à frente dele, entrou em rota de colisão com quadros históricos.

A sigla – que foi uma das maiores da cidade em número de filiados e vereadores – perdeu relevância e espaços. Em outubro de 2015, Auricchio deixou o PTB e migrou ao PSDB. Como resultado, os trabalhistas não elegeram ninguém. O PTB retornou à Câmara apenas em 2020, com Américo Scucuglia, que hoje forma a bancada do PRD, ao lado do ex-tucano Beto Vidoski.

Auricchio há tempos dava sinais de que a relação com o PSDB estava desgastada. O ápice dos conflitos internos ocorreu em agosto do ano passado, quando o prefeito, então presidente da sigla, sem consulta aos pares e contrariando lideranças tucanas, endossou apoio a Regina Maura na plenária que definiu a nova direção da executiva municipal. Segundo bastidores, vereadores ficaram incomodados e o partido rachou. Menos de um ano após assumir o comando tucano, Regina Maura filiou-se ao PSD e foi lançada como pré-candidata a vice-prefeita.

Até o fim da janela partidária, em 5 de abril, cinco vereadores deixaram o PSDB e a maior bancada da Câmara foi diluída, deixando a sigla sem nenhum representante.

Charly ainda afirmou que os tucanos têm 30 pré-candidatos à vereança e que, apesar de perder protagonismo municipal, está ligado ao grupo de apoio dos “pré-candidatos Tite e Regina”.

SÃO BERNARDO

O PSDB também perdeu protagonismo e se tornou praticamente inexpressivo em São Bernardo. Na Câmara, não há mais vereadores filiados ao partido e o prefeito Orlando Morando tem dado sinais de que, ao término do mandato, deixará o ninho tucano. Insatisfeito com os rumos partidários, o prefeito - que indicou Flávia Morando para sua sucessão – deverá seguir o mesmo caminho da sobrinha, e ir para o União Brasil.




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